segunda-feira, 23 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Em 17 de dezembro de 1961, um incêndio destruiu o Gran-Circo Americano, em Niterói (RJ), durante o espetáculo. A estrutura desabou e as lonas em chamas caíram sobre cerca de duas mil pessoas das quais por volta de oitocentas eram crianças. A tragédia abalou o Brasil. Detalhado esclarecimento acerca do fato nos narra o Espírito Humberto de Campos através da psicografia de Chico Xavier, no livro Cartas e Crônicas.
Narra o Espírito que no ano de 177, em Lião, França, no sopé de uma encosta mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, com alto tapume em torno de enorme arena. Era a época do imperador Marco Aurélio, que se omitia quanto às perseguições que eram infligidas aos cristãos. Por isto a matança destes era constante e terrível. Já não bastava que fossem os adeptos de Jesus jogados às feras para serem estraçalhados. Inventavam-se novos suplícios. Mais de vinte mil pessoas haviam sido mortas. Anunciava-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do imperador. As comemorações para recebê-lo deveriam, portanto, exceder a tudo o que já se vira. Foi providenciada uma reunião para programação dos festejos.
Gladiadores, dançarinas, jograis, lutadores e atletas diversos estariam presentes. Foi quando uma voz lembrou: -"Cristãos às feras!" Todos aplaudiram a idéia, mas logo surgiram comentários de que isto já não era novidade. Em consideração ao visitante era preciso algo diferente. Assim, foi planejado que a arena seria molhada com resinas e cercada de farpas embebidas em óleo, sendo reunidas ali cerca de mil crianças e mulheres cristãs. Seriam ainda colocados velhos cavalos e ateado fogo.
Todos gargalhavam imaginando a cena. O plano foi posto em ação. E no dia seguinte, conforme narra Humberto de Campos, ao sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, encontraram a morte, queimadas ou pisoteadas pelos cavalos em correria.
Porém, qualquer transgressão que façamos às leis divinas, mais cedo ou mais tarde, o ajuste se fará necessário.
Conforme afirma o cronista espiritual, quase dezoito séculos depois, todos os responsáveis por aquele perverso episódio, estavam reaproximados através da reencarnação, em dolorosa expiação na tragédia do Gran-Circo Americano em Niterói.
Na nossa vida, nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser, mesmo os fatos que se nos apresentem mais horrendos. Daí, o cuidado que deveremos ter com nossas atitudes.
Publicado no Correio da Tarde no Dia 11/06/2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Dez unidades habitacionais já estão em fase de construção na zona rural de Severiano Melo. Estas casas são frutos da articulação do Sintraf-Oeste – Sindicato Regional dos Trabalhadores(a) na Agricultura Familiar de Severiano Melo, Itaú, Taboleiro Grande, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e riacho da Cruz e a Cooperhaf/RN.
De acordo com o Presidente do Sindicato, João Batista, o processo começou em novembro de 2006 com a articulação das famílias, quando o Sintraf-Oeste ainda nem existia de fato, mas que um grupo já o programava. Em março de 2007 foram assinados os contratos, e em abril de 2008 foram iniciadas as obras. João ainda diz que 09 das 10 casas, já estão cobertas e 01 atingirá este estágio na próxima semana.
Além destas dez unidades, foram assinados, este ano, mais 72 contratos de novas habitações rurais, sendo que para Severiano Melo, serão destinadas 35 casas, e o restante, foi distribuídos entre os municípios de São Francisco do Oeste, Itaú, e Rodolfo Fernandes, que também são da base de jurisdição do Sintraf-Oeste. Desta feita, a instituição pagadora é o Banco da família Paulista.
Segundo Maria Eliete, que é uma das beneficiárias do PSH em Severiano Melo, esta casa vem dar mais tranqüilidade e conforto para a sua família. “Agora com esta casinha, nós teremos um teto e um endereço certo”, diz Eliete.
João Batista ainda comenta que o Sintraf-Oeste é uma instituição que continuará lutando pela melhoria da vida no campo sem que os agricultores precisem sair da sua terra. “O que sempre vimos foi os governantes investirem em moradias nos centros urbanos e quase nunca na zona rural. Hoje a realidade está mudando porque temos instituições e um governo popular com uma visão diferente” conclui João Batista.
Sintraf-Oeste faz a diferença
O Sintraf-Oeste foi fundado em 2007 a partir da discussão dos agricultores familiares de seis municípios da região – Severiano Melo, Itaú, Taboleiro Grande, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste e riacho da Cruz. A discussão durou em torno de 02 anos e culminou com a fundação em 12 de dezembro, trasformando-o em primeiro Sindicato regional na área da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte.
Seguindo a linha de trabalho da Fetraf/RN – Federação dos Trabalhadores(as) na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte, o Sintraf-Oeste visa a libertação dos Agricultores(as) Familiares, pois estimula a prática do novo sindicalismo que consiste em: mais liberdade no campo, mais terra para trabalhar, respeito ao meio ambiente através da produção sustentável e de forma agroecológica, além da participação efetiva nas decisões do Sindicato que os representam.
O Sintraf-Oeste tem na sua direção, agricultores(as) familiares de todos os municípios de sua base de atuação. Isto facilita o trabalho, pois cada diretor responde pelo seu município, já que neste têm sub-sedes.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Milagres: será que acontecem mesmo?
Conforme os dicionários, a palavra milagre pode ser atribuída à ocorrência extraordinária que não se explica pelas leis da natureza. Para a maioria das religiões, é qualquer manifestação ativa da presença de Deus na história humana, que cause alteração dos fatos, de forma diferente do naturalmente esperado. O Espiritismo apresenta explicações mais voltadas ao uso da razão para a relação das coisas.
No pensamento das pessoas, milagre é o mesmo que fato sobrenatural. No sentido teológico, é a anulação das leis da natureza, pelas quais Deus manifesta seu poder. Uma de suas características é a de ser inexplicável e a Igreja se fundamenta nesse ponto, chegando a taxar de herege quem não admite crer nos milagres.
Todos os dias a ciência faz milagres aos olhos dos que têm pouco conhecimento. Se um homem está em morte aparente, mas há nele vitalidade adormecida e a ciência ou uma ação magnética venha a reanimá-lo, para as pessoas esclarecidas é um fato natural, mas aos olhos do ignorante, passará por miraculoso. Os séculos de ignorância foram ricos em milagres, porque tudo cuja causa era desconhecida passava por sobrenatural.
Fatos narrados no Evangelho até os dias atuais considerados milagres, pertencem na maioria à ordem dos fenômenos psíquicos, ou seja, aqueles que têm como causa primeira a capacidade do espírito. Jesus, com sua superioridade sobre os homens, agia em virtude do seu poder pessoal. Espírito Superior de ordem elevada, é reconhecido como um mensageiro direto da Divindade. Ligado ao corpo físico por laços estritamente indispensáveis, tinha uma visão espiritual em grau supremo em seu estado normal, o que atesta grande número de atos de sua vida, e que são explicados hoje pelos fenômenos magnéticos e pelo Espiritismo. Um exemplo que pode ser citado é a pesca milagrosa no lago de Genesaré, quando Jesus diz a Simão para avançar nas águas e lançar as redes, mesmo estando ele e os outros já cansados da noite improdutiva de trabalho. Pescaram quantidade tão grande que a rede se rompeu. Jesus não produziu espontaneamente peixes ali onde eles não existiam. Com sua visão espiritual aguçada, pôde ver onde os peixes estavam, e com segurança dizer que lançassem as redes.
Milagres como teologismo não existe. Deus não seria inteligente, fazendo uma Lei para depois tornar nula, para provar (a quem?) que tem superpoderes. Felizmente Ele é a Inteligência Suprema, conforme nos asseguram os Espíritos Superiores: "Não sendo necessário os milagres para a glorificação de Deus, nada no Universo se produz fora do âmbito das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo como são perfeitas as Suas leis, não Lhe é necessário anulá-las".
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Cerca de 1.500 agricultores familiares vindos de 42 municípios do Rio Grande do Norte fizeram uma passeata nesta quarta para cobrar do governo do Estado o cumprimento de acordos já firmados na área de habitação e reivindicar novas ações. A manifestação foi parte da IV Jornada de Luta da Agricultura Familiar Potiguar.
A governadora Wilma de Faria e secretários receberam uma comissão formada por 10 representantes da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Fetraf-RN) e da Cooperativa de Habitação para Agricultores Familiares (Cooperhaf-RN).
``Nossa principal reivindicação é o cumprimento por parte do governo estadual do convênio com a Cooperhaf-RN para construção de casas populares que foi firmado em 2007'', informou a secretária da Cooperhaf-RN, Yara Rocha. ``Também queremos que a governadora assine o termo de compromisso para construção de mais casas em 2008'', completou.
No total, 198 famílias deveriam ser beneficiadas pelo convênio firmado com governos Federal e Estadual em 2007. O programa prevê a construção de casas em 19 municípios do Estado, nas regiões do Trairi, Potengi, Alto Oeste, Mato Grande e região canavieira. Cada casa terá 45 metros quadrados e oito compartimentos, incluindo pomar e jardim. De acordo com o convênio, para cada casa o governo federal deveria entrar com a quantia de R$ 5.000, e o governo estadual com R$ 2.500. Mas por enquanto, apenas o governo federal liberou os recursos.
Das 198 casas, 80 já começaram a ser construídas e apenas 20 tiveram as obras concluídas. Para terminar o restante das obras, os agricultores familiares estão aguardando os recursos do governo do estado.
Na pauta de reivindicações, também está o cumprimento do convênio para 2008, que já foi firmado junto ao governo federal. Este ano, mais 516 casas devem ser construídas em 32 municípios. A Fetran também já começou as negociações para firmar o mesmo convênio nos próximos anos, até 2010.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Representantes de 40 famílias beneficiárias de cisternas da comunidade de Malhada Vermelha – Severiano Melo, receberão nos dias 24 e 25 próximos, uma capacitação sobre GRH – Gerenciamento de Recursos Hídricos. A capacitação é parte integrante do programa P1MC que visa o aprimoramento dos conhecimentos relativos aos cuidados com a água armazenada.
Na programação estão previstas atividades em grupo, além de palestras sobre diversos temas relacionados ao semi-árido, assim como sobre a utilidade, o manejo e cuidados com a água, uma vez que na comunidade citada, existe uma carência muito grande de água de qualidade.
Reunião onde foram escolhidas as familias
Dona Maria Ducarmo, que é moradora da comunidade, diz que apesar da comunidade ter o maior reservatório de água do município, as pessoas não estão preocupadas com a preservação deste líquido, e por isto, toda a água do açude é inadequada para o consumo humano. “Dá uma pena muito grande nós termos um mundo d’água deste aqui e não podermos usar para o consumo humano. Lembrar que este açude já abasteceu o município de Severiano Melo por diversos anos e agora está ai perdido, nos faz ficar tristes”, diz Dona Ducarmo.
A comunidade de Malhada Vermelha ficará bem abastecida com cisternas, uma vez que estão sendo viabilizadas 63 unidades, sendo 40 pelo P1MC e mais 23 cisternas pela SETHAS/MDS.
Em alguma época da existência, todo ser humano já foi severamente contrariado. Guardar mágoa, ódio, é como tomar veneno e esperar que o outro morra. Quem cultiva esses sentimentos embriaga de substâncias nocivas as células do próprio corpo, diz a ciência. Mas, há casos em que parece não haver perdão para o agressor. O comerciante Massataka Ota, mostrou que é possível: perdoou os homens que seqüestraram e assassinaram seu filho de 8 anos, Ives Ota.
Quando soube do assassinato do filho, Massataka conta que foi tomado pelo ódio e pela vontade de fazer justiça com as próprias mãos. Após três meses de revolta, resolveu mudar suas idéias. Decidiu provar para si mesmo que podia perdoar os seqüestradores. Preparou-se espiritualmente para enfrentar a difícil tarefa de ficar frente a frente com o assassino. Conta que na ocasião, não sentiu raiva e disse a ele: "É duro para um pai vir aqui. É fácil salvar um amigo, é difícil salvar um inimigo. Mas eu estou aqui pra te salvar. Eu conheci sua filha de cinco anos, e quero que você saiba que desejo para ela o contrário do que você fez com o meu filho. Quero que ela cresça, que tenha um casamento muito feliz e tenha muitos filhos". O algoz desabou em lágrimas. Massataka Ota afirma que desse dia em diante, passou a sentir um grande alívio.
Nos seus sábios ensinamentos, Jesus recomendava a prática ao perdão das ofensas. Que nos reconciliássemos com nossos inimigos enquanto estivéssemos com eles no caminho, evitando os aprisionamentos pelos laços da inimizade que podem prosseguir no além-túmulo. Às vezes, é difícil evitar que alguém resolva ser nosso inimigo; porém, o ideal é que nós não sejamos inimigos do outro. O Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia do médium Divaldo Franco (livro: Libertação pelo Amor), nos alerta de que apesar da gravidade das ofensas e agressões sofridas, sempre mais infeliz é aquele que aos outros perturba. Qualquer tipo de ressentimento que se conserve, transforma-se em doença que agride aquele que o conduz, ao mesmo tempo em que vitaliza a ocorrência infeliz, mantendo-a sempre na memória e na emoção. Da mesma forma como se torna difícil esquecer o fato, o que exige um grande esforço da vontade, a sustentação da mágoa somente piora os efeitos no sistema emocional. O ódio, o ressentimento, o medo, o ciúme, o remorso afetam poderosamente o organismo. Cargas vibratórias danosas que são atiradas pela mente ao sistema nervoso central, irão afetar o aparelho circulatório com resultados negativos para o respiratório, ao tempo em que as glândulas endócrinas serão prejudicadas pelas energias captadas, encaminhando-as ao sistema imunológico que se desestrutura.
Quando recomendou que amássemos os inimigos, certamente não pretendia Jesus que tivéssemos para com eles a mesma ternura que se tem para um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Neste sábado dia 17, os educandos do curso de economia solidária de Severiano Melo, bem como uma equipe de educandos de Itaú, receberam uma capacitação sobre horta orgânica comunitária.
Dário se mostrou muito seguro ao repassar os seus conhecimentos, e disse que ficou impressionado com a vontade que a comunidade tem de realizar um projeto solidário através desta horta. "Fico muito feliz quando chegamos em uma comunidade e encontramos as pessoas interessada em ouvir sobre preservação do meio ambiente, e mais ainda, em criar de forma coletiva, oportunidades de geração de emprego e renda", conclui Antonio Dário.







