quinta-feira, 28 de maio de 2009

Meus caros leitores,

Diante do que está acontecendo no Senado Federal, onde criaram uma CPI para investigar a nossa Petrobrás, não poderia me furtar de aproveitar este espaço para publicar algumas considerações acerca deste importante assunto.

É bastante longo, mas é um excelente material.

Não deixe de ler!

João do PT

O NOSSO PATRIMÔNIO ESTÁ EM JOGO

Não podemos ficar indiferentes e nem alheios ao movimento que está sendo orquestrado pela oposição ao governo Lula. É o momento do povo brasileiro iniciar uma ampla mobilização em todo o Brasil contra a CPI que deseja desestabilizar a Petrobrás, enfraquecer a economia e entregar nossas riquezas às multinacionais.

A HORA É DE MOBILIZAÇÃO!

Por isso vamos nos organizar. Se manifeste, participe dos atos públicos que estão organizados pelas entidades, promova manifestações em seu município e escreva aos parlamentares apresentando seu repúdio contra a CPI e a irresponsabilidade dos parlamentares oposicionistas.

A Comissão Privatizante de Intrigas do PSDB

Ricardo Berzoini

A Petrobras vale R$ 300 bilhões, valor de mercado, final de abril deste ano. Valia R$ 54 bilhões quando FHC deixou o governo. De 2002 a 2008, a produção total cresceu 32,6%. O lucro líquido passou de R$ 8 bilhões pra R$ 33 bilhões. A receita operacional por empregado mais que dobrou. Graças à recuperação da auto-estima dos trabalhadores de todos os escalões e à orientação de fortalecer a empresa, com investimentos e ampliação do quadro de funcionários, de maneira responsável, os resultados aparecem: todos os meses temos boas novas, com descobertas de novas reservas. O ápice foi a descoberta do pré-sal, o maior fato na área de reservas petrolíferas dos últimos trinta anos, no mundo. Além de auto-suficiente, o Brasil poderá ser exportador de derivados, com valor agregado. Ou poderá usar todo esse acréscimo de reservas para seu próprio crescimento, sem depender de importações. Na área de biocombustíveis, a Petrobras articula o mercado de etanol e implanta o programa brasileiro do Biodiesel, referência tecnológica mundial.

José Sergio Gabrielli, atual presidente da Petrobras, foi reconhecido recentemente como um dos principais executivos do setor em todo o mundo. A Petrobras, no governo Lula, é maior, melhor e mais respeitada.

Muita gente pode não ter a dimensão do que significa uma empresa do porte da Petrobras, sob o comando do Estado nacional. O Estado é a representação do poder público, da soberania popular. Uma empresa estratégica pode e deve se subordinar ao interesse público. É do interesse público que ela seja bem gerida e tenha uma transparência máxima, limitada apenas pelas normas de segurança industrial, necessárias especialmente às empresas de alta tecnologia e da área energética.

Dirão os que desejam investigá-la mediante uma Comissão Parlamentar de Inquérito: queremos investigar irregularidades e isso é próprio da democracia. Claro: terão usado os meios investigativos disponíveis? Ministério Público, TCU, CVM, ANP?

Ou desejam uma CPI para transformar a investigação em luta político eleitoral, contando com seus jornalões e emissoras, aliados incondicionais?

Ou desejam criar um clima hostil às estatais?

Vejam só a entrevista à revista Exame, em 2006, do grão-tucano Mendonça de Barros, ex-ministro de FHC e ex-presidente do BNDES, quanto esta instituição financeira ficou marcada como Banco da Privatização:

Exame - O que o senhor acha que deveria ser privatizado?

Mendonça - Há muita coisa ainda, como os serviços portuários, as estradas de rodagem, o setor elétrico, a Petrobras.

Exame - A privatização da Petrobras seria extremamente polêmica, não?

Mendonça - Sem dúvida. Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas se eu estivesse no próximo governo, trabalharia forte na privatização da Petrobras. Esse não é um projeto simples. Tem de ser muito bem estudado, muito bem planejado. Mas acho que deveríamos quebrar esse monopólio que hoje não se justifica. Privatizar ou não é uma questão que tem de ser avaliada de maneira objetiva, não ideológica. Não tenho nada contra a empresa pública, mas quando a empresa pública não tem mais razão de existir, ela precisa ser extinta, e o negócio, vendido para a iniciativa privada.

Mendonça admite sinceramente o que Serra, Aécio e FHC tem vergonha de assumir: o PSDB é o partido da entrega do patrimônio público e o DEM é apenas o coadjuvante. A CPI da Petrobras é apenas mais um lance da trajetória desse pessoal, que tem um pé na política e outro no mercado financeiro.

A gestão neoliberal tucana marcou, sem dúvida, a história da Petrobras, com três fatos: a fúria anti-sindical que tentou aniquilar os trabalhadores na greve de 1995; o naufrágio da plataforma P-36, no qual onze trabalhadores morreram, em 2001; e a tentativa marota de mudar o nome de Petrobras para Petrobrax, em 2000. A alegação para a mudança era o fato de que a Petrobras é uma empresa internacional e não poderia ter seu nome associado a um país. Diante da revolta que eclodiu em todo o país, o governo tucano desistiu da mudança. Se aceitássemos a pequena malandragem, o passo seguinte seria dizer que uma empresa com ações em Wall Street não poderia estar sob comando estatal.

O que seria, então, das reservas bilionárias do "pré-sal"?

Mas, graças aos que resistem, o pré-sal é nosso. O petróleo é nosso. O biocombustível é nosso.

O povo não se entrega aos entreguistas. A CPI é um gesto desesperado de quem não tem proposta para o Brasil, a não ser vender, vender, vender.

Ricardo Berzoini é presidente nacional do PT

Dirigente petista conclama população a se mobilizar contra oposição

A Hora e a Vez da Rua

Cerca de cinco mil pessoas atenderam ao chamado da FUP, CUT, UNE, MST e outras entidades da sociedade civil que, no último dia 21, realizaram uma no centro do Rio de Janeiro, em defesa da Petrobrás e contra a instalação de uma CPI no Senado.

A reação popular ao golpe perpetrado pela oposição, com a aprovação da mal denominada “CPI da PETROBRÁS”, também encontra apoio na internet, onde uma gigantesca rede de apoio à PETROBRÁS e de mais completa indignação contra o ataque da gangue da privataria explodiu. São antigas comunidades no Orkut que ganharam nova dinâmica, são novas comunidades criadas que ganharam milhares de adeptos em questão de dias, o Youtube está lotado de vídeos críticos à instalação da CPI, mas, também críticos à oposição em geral, ao PSDB e ao seu mais forte pré-candidato presidencial José Serra. Da mesma forma, a pequena parcela da mídia não vinculada ao campo conservador registra uma receptividade nunca vista. Na internet, em especial, os blog´s e sites não alinhados com o PIG verificam um número de acessos nunca visto.

A questão agora é saber o que fazer com todo este potencial político. A oposição, para além da irresponsabilidade com o país e a total ausência de substância dos argumentos utilizados para indicar os “fatos determinados” que justificariam a CPI, parece também ter tocado em algum sentimento mais profundo da população. É preciso revisitar o período FHC, onde a privataria perpetrada contra o patrimônio nacional entregou a preço vil a Vale do Rio Doce e tentou preparar o caminho da privatização da PETROBRÁS. A população reagiu vigorosamente. Agora a aprovação da CPI, parece ter reavivado este sentimento, que também esteve presente no segundo turno de 2006, onde a polarização programática ficou mais patente.

No fundamental, não basta só ir à rua combater a CPI, é preciso utilizar o sentimento anti-privatista para viabilizar um ambiente político favorável a avanços estratégicos, ainda maiores e, no mesmo movimento, impor um profundo revés político à oposição privatista.

Registre-se, a própria imprensa comprometida com a privataria, já se deu conta da “camisa de sete varas” em que a oposição está se metendo. Um acompanhamento permanente da programação deste setor da mídia, expõe claramente um menor ímpeto do que nos primeiros dias após a aprovação da CPI. A mídia golpista é muito mais perceptiva da reação da população, que os parlamentares da oposição.

Do ponto de vista estratégico, uma mobilização popular ampliada pode permitir o clima político adequado à aprovação de uma modificação da Lei do Petróleo que viabilize a apropriação pelo Estado brasileiro, dos resultados econômicos da exploração do pré-sal. Isso permitirá, em um futuro próximo, uma ampliação exponencial dos investimentos públicos em educação, ciência e tecnologia, assistência social, saúde, combate à pobreza e cultura, nos próximos 20 anos.

Do ponto de vista político, esta mobilização pode significar dois grandes avanços: a) Um ponto de ruptura com o modelo de governabilidade exclusivamente parlamentar, adotado desde o início pelo Governo Lula, que já demonstrou suas fragilidades inúmeras oportunidades, em especial na “crise de 2005” e agora na aprovação desta CPI (em 2005, um “aliado” foi decisivo para a crise se instalar e, agora, os aliados ajudaram, com sua omissão, a aprovação da CPI; b) Um momento único de colocar a oposição na defensiva política e ideológica, aumentar e muito a rejeição aos nossos inimigos, elevar a rejeição de seus candidatos, em todos os estados do Brasil e impor-lhe uma derrota fragorosa, em 2010.

É plenamente possível, caso a mobilização extrapole os limites atuais (de mera resposta a criação da CPI), que cheguemos até dezembro/2009 com a Ministra Dilma Roussef, empatada nas pesquisas e seu principal adversário com uma rejeição que inviabilize eleitoralmente a sua candidatura, sem falar na rejeição de todos os Senadores que assinaram a CPI, já que a uma semana, são bombardeados, diariamente, na internet. Não podemos perder a oportunidade de ampliar este movimento.

A tarefa agora, para aqueles que entendem a oportunidade política que está aberta e sempre defenderam uma governabilidade sustentada em outros instrumentos, para além da mera formação de maioria parlamentares, é fazer majoritária esta compreensão. É preciso viabilizar que nos partidos de esquerda, no movimento sindical, na UNE, UBES e outros movimentos sociais fique claro que não podemos perder esta chance.

A oposição deu um passo em falso, é hora de fazermos ela desabar. É a hora de irmos à luta, a hora e a vez de irmos pra rua.

Jânio Oliveira Coutinho é advogado e, integrante do Diretório Municipal do PT de Salvador.

OS ESTRAGOS DO GOVERNO FHC NO SISTEMA PETROBRÁS

Para refrescar a memória do senador Sérgio Guerra (PE) e demais entusiastas da CPI da Petrobrás, o presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem:

1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;

1994 - ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.

Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.

A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.

Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.

1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas.

Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.

As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de `Take or Pay`, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional.

Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.

Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos.

Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado.

1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do `mensalão` – compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.

AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:

1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões.

FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.

2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;

3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações.

4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras.

5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;

1996 - Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 -- fruto da atuação do lobbysobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC -- efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.

*do site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET)*

CPI da Petrobrás: o que tem lá no fundo

Artur Henrique, é presidente nacional da CUT

É revoltante assistir velhos personagens do PSDB e do ex-PFL falarem em "moralidade", "comportamento republicano" e outros valores que eles sempre foram pródigos em pisotear.

Há muitos mecanismos de fiscalização e controle sobre as empresas, privadas ou públicas. Mecanismos de Estado e até mesmo de mercado, importantes para apurar possíveis desvios e corrigi-los se houverem. Defendemos a intensificação desses instrumentos e da efetividade deles.

A Petrobrás, por ter maioria acionária pertencente à União, deve mesmo prestar contas de sua gestão, com maior rigor até que outras corporações, a título de exemplo e para fazer valer seu papel social em todos os momentos. A CUT sempre defendeu isso e acredita inclusive que deve haver participação social direta na gestão, com a presença de representantes eleitos pelos trabalhadores e pelos demais setores produtivos.

Que fique claro de uma vez. Tem de haver controle, mas não pode ser o controle do PSDB e do ex-PFL. A instalação da CPI - que o próprio ex-PFL achava precipitada, ligeira demais - tem evidente conotação eleitoral, e todos pelas ruas sabem disso. Dentre os objetivos inconfessáveis da oposição, o que mais aparece é a tentativa de inviabilizar o governo Lula.

Outras intenções perversas ainda não são tão evidentes assim. O papel dos movimentos sociais é trazer essas razões para a superfície, através das mobilizações que já iniciamos a partir da última quinta, no Rio de Janeiro.

Para ler a íntegra deste texto acesse http:www.pt.org.br

O dia em que a PETROBRAS deixou de ser BRASileira

Emir Sader

Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax. Segundo ele, o objetivo seria “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” (sic) (FSP, 27/12/2000). Afirmou ele que “a medida ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a operação custaria à empresa 50 milhões de dólares, para realizar um projeto da agência paulista de design Und SC Litda, “contratada sem licitação”, segundo o presidente da Petrobras. “Um dos argumentos favoráveis – relata a FSP – foi que o sufixo “bras” estaria, internamente, associado à ineficiência estatal.” “No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil . Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.” (sic)

A direita subestimou a capacidade de resistência do povo brasileiro, submetido a tantas afrontas no governo tucano, que este pensou que ele estava anestesiado. (Uma coluna do próprio jornal FSP diz que o jornal subestimou a reação popular contra a medida.) Mas a operação durou apenas algumas horas. Apesar da tentativa de pegar o povo distraído pelo período entre Natal e Ano Novo, em dois dias o governo teve que retroceder da sua vergonhosa tentativa de preparar a maior empresa brasileira para “facilitar seu processo de internacionalização” – não há melhor confissão da intenção de privatizá-la, de que a venda de ações na Bolsa de Nova York foi um passo concreto. O país estava submetido à nova Carta de Intenções do FMI, depois da terceira vez que o governo tucano de FMC e de Serra havia quebrado nossa economia e havia indícios claros que a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil faziam parte das contrapartidas dos novos empréstimos que o FMI concedia ao governo de FHC.

26 de dezembro foi um dia da vergonha nacional, com essa tentativa fracassada de tirar o nome do Brasil da Petrobras, para tirar a Petrobras do Brasil. Sabemos que FHC estava totalmente de acordo. Seria bom saber onde andavam e que atitude tomaram os que agora dizem se preocupar com a Petrobras. Que posição teve, por exemplo, José Serra diante dessa ignominiosa atitude do governo a que ele pertenceu? E as empresas da mídia e seus funcionários colunistas?

E que atitude tomaram os senadores, agora tão interessados nos destinos da Petrobras, ao subscrever o pedido da CPI, quando a existência mesma da empresa estava em jogo?

O senador Álvaro Dias talvez estivesse ocupado com a defesa dos processos por uso da cavalaria da PM contra professores ou preparando algum dossiê falso contra adversários políticos, ou tentando se defender das acusações de crime contra a administração pública, movidas pelo SupremoTribunalFederal.

Já o senador Artur Virgilio talvez estivesse tentando organizar sua defesa da acusação de envolvimento com prostituição infantil de que foi acusado ou preocupado em libertar o filho, preso por desacato e pornografia .

O senador Cicero Lucena talvez estivesse preocupado com o processo do Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e desvio de verba.

O senador Eduardo Azeredo, fundador do mensalão mineiro, poderia estar preparando já seu projeto de lei que quer censurar a internet.

O senador Flexa Ribeiro talvez estivesse às voltas com o que depois foi revelado como sendo a inclusão do seu nome na “folha de pagamento” das empreiteiras.

Já o senador Marconi Perillo poderia estar preocupando-se pelo que o Ministério Publico Federal encontraria como irregularidades em seu governo, pedindo sua cassação.

senador Tasso Jereissatti poderia estar às voltas com viagens em um do seus jatinhos, por conta das verbas do Senado, que ele consideraria “legais”.

O senador Efraim Morais poderia estar ocupado com a nomeação de algum dos seus 52 parentes que tem no seu gabinete.

Ou com a investigação do Ministério Público Federal sobre o que, uma vez apurado, se tornaria seu envolvimento em esquema de propinas no Senado, junto com o senador Romeu Tuma.

O senador Heraclio Fortes poderia estar preocupado com o caso de corrupção do Zoghibi, tentando esconder sem envolvimento.

Já o senador Jayme Campos poderia estar às voltas com o que viria a ser denunciado como sua participação no inquérito sobre sanguessugas.

O senador José Agripino poderia estar em contato com empreiteiras, segundo acusações de doações “por fora” de que foi objeto.

A senadora Katia Abreu poderia estar manifestando seu apoio aos escravagistas do Pará.

A senadora Maria do Carlo Alves poderia estar envolvida com o que se configurou depois como acusações de caixa dois.

Já o senador Jarbas Vasconcelos poderia estar gozando dos 17,3 mil reais mensais desde 1992, sem trabalhar.

O senador Pedro Simon poderia estar tomando a mesma atitude que tomaria diante da corrupção do governo de Yeda Crusius: silêncio total.

O senador Geraldo Mesquita poderia estar utilizando os salários que os seus funcionários lhe acusam de que lhes roubou.

O senador Mão Santa poderia estar ocupado em algum contato com Camargo Correa, da qual foi acusado de receber propinas.

O senador Romeu Tuma poderia estar preocupado com aquilo de que mais tarde foi acusado, de participação em esquema do Senado.

O senador Mozarildo Cavalcanti poderia estar ocupado em atividades que mais tarde seriam denunciadas como crimes contra a administração pública.

Poderiam os senadores que convocaram a CPI estar ocupados nisso. Mas o certo é que estavam centralmente ocupados em apoiar o governo que tentou privatizar a Petrobrás, que fez um balão de ensaio no dia 26 de dezembro de 2000, teve que recuar, e agora tenta voltar à carga, no momento em que se discute a nova regulamentação da exploração do petróleo e todo o processo do pré-sal. Une suas atuações um profundo sentimento de desprezo pelo que é brasileiro, pela que a Petrobrás representou e representa para o país.

Por isso precisam ser repudiados, na mesma lista dos políticos que resistiram à fundação da Petrobras, aos que quebraram o monopólio do petróleo e aos que desprezam o que representa a Petrobras para o Brasil. Defender hoje a Petrobras é defender o Brasil, de hoje e de amanhã.

terça-feira, 26 de maio de 2009

LIBERTAÇÃO DO SOFRIMENTO

Questionados por Allan Kardec se as pessoas podem gozar de completa felicidade na Terra, os Espíritos Superiores responderam que não. A vida foi dada como prova ou forma de corrigir erros. Ressaltaram, porém, que depende de cada um de nós amenizar os males e ser feliz o quanto possível. Praticando a lei de Deus é possível poupar-se de muitos males e alcançar felicidade tão grande quanto comporte a existência. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para um ser feliz pode ser a desgraça de outro. A medida comum de felicidade para todos os homens tem duas vertentes: para a vida material, é a posse do necessário. Para a vida moral, consciência tranquila e a fé no futuro.
O espiritismo, doutrina científica, filosófica e ético-moral de consequências religiosas, traduz-se em fonte abundante de lições para a felicidade. Apresentando a reencarnação como alicerce da Justi ça Divina - afirma o Espírito Joanna de Ângelis -, o sofrimento passou a ser considerado como um processo de crescimento moral, de modo que cada um é responsável pelo que lhe ocorre, favorecendo o entendimento da vida com a esperança e a alegria de viver. O que antes constituía uma absurda punição divina, passou a ser um instrumento educacional ao qual cada um faz por merecer de acordo com o comportamento.
Joanna de Ângelis ressalta que graças a essa visão psicológica otimista, o sofrimento é um método pedagógico passageiro, próprio do planeta Terra, que desaparecerá quando os Espíritos que aqui habitam se renovarem, respeitando os recursos naturais e morais vigentes em toda parte. Ninguém se encontra no mundo para sofrer. Todos podem se libertar dessa aflição quando optarem pela obediência aos códigos que regem o destino do Universo. Para todos que desejam empenhar-se em conseguir a iluminação interior, o grande desafio é manter a consc iência de que a vida na carne é transitória e respeitar o compromisso do esforço de transformar-se moralmente para melhor. Apesar das dificuldades do indivíduo se manter em equilíbrio num mundo em constante agitação, dominado pela violência de Espíritos primários, aquele que encontrou Jesus dispõe dos melhores recursos da coragem e da alegria para os enfrentamentos.
Afirma Joanna de Ângelis que "a libertação do sofrimento é de fácil conquista, bastando-se somente a iluminação do aprendiz e a sua contribuição em favor da harmonia pessoal que se expande na geral".
Oportunamente, uma abordagem mais profunda acerca da libertação do sofrimento será apresentada pelo palestrante espírita Marcel Mariano, de Salvador (BA), por ocasião do 9º Seminário Espírita de Mossoró, que será realizado nos dias 30 e 31 do corrente mês, nas dependências do Sesi. Na ocasião também será abordado o tema Um Desafio Chamado Família, para a q ual todos estão convidados.

Publicado em http://www2.uol.com.br/omossoroense/mudanca/conteudo/francinaldo.htm

CGU fiscaliza aplicação de recursos federais
Itaú - Agentes da Polícia Federal, auditores da Controladoria Geral da União (CGU) e fiscais da Receita Federal desembarcaram ontem, às 7h, no município de Itaú, para investigar a gestão do prefeito Antônio Edson de Melo. Os técnicos vão investigar a aplicação de todos os recursos enviados pelo Governo Federal para o município, seja através da Prefeitura, associações ou sindicato.
Itaú foi um dos 60 municípios sorteados pelo CGU no dia 12 passado para passar por uma fiscalização federal. No Rio Grande do Norte, foram sorteados também São Miguel do Gostoso e Espírito Santo. Esta é a 28ª edição do Programa de Fiscalização dos Municípios. O sorteio aconteceu no Auditório da Caixa Econômica Federal, em Brasília (DF). O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, disse que a iniciativa "inibe a corrupção dos gestores da administração pública".
Em Itaú, serão investigados os recursos enviados pelo Governo Federal para educação, saúde, assistência social, habitação, saneamento e urbanismo. No caso de Itaú, os fiscais do CGU vão encontrar obras como a construção do Abatedouro Público, que foi erguida pelo prefeito com recursos federais num terreno de um parente, nas margens da BR 405, e jamais funcionou.
Outra obra financiada pelo Governo Federal e que existem suspeitas de irregularidades é o anel viário, que foi feita pelo prefeito Antônio Edson uma parte e outra deixada sem nada. Também existem suspeitas sobre a construção de passagens molhadas nas localidades do Riacho do Saco Sujo e Belo Horizonte. Essas duas obras também serão fiscalizadas.
Ontem, no final da tarde, os fiscais do CGU, de posse da lista de beneficiados, foram à residência de uma mulher chamada Maria de Fátima Melo de Freitas, que é funcionária pública e tem outras três pessoas empregadas na mesma residência. Ela estaria recebendo os recursos do Bolsa Família irregularmente e foi flagrada pelo CGU. Provavelmente será excluída do programa federal.
Ontem, o vaivém dos carros da Polícia Federal, Receita Federal e do CGU movimentou o município. O trabalho seguirá até sexta-feira, 29, com inspeção de todas as obras no município financiadas pelo Governo Federal. Geralmente, o relatório da inspeção é divulgado no leito do CGU num prazo de três meses.

"É bom demais esta fiscalização"

Mulher do prefeito diz: 'fiscalização é bom demais'
O ministro-chefe do CGU, Jorge Haje, disse que são encontradas irregularidades graves em 70% a 80% dos municípios fiscalizados. Porém, no caso de Itaú, o prefeito Antônio Edson e a mulher Maria Lúcia Fernandes(foto) passam a ideia de tranquilidade e que a fiscalização é algo muito positivo para o município.
"É bom demais essa fiscalização, pois tira dúvidas da gente e ainda dá orientações", diz Maria Lúcia, chamando o secretário de Finanças, Marcos Morais, para dar mais informações a respeito do trabalho dos fiscais do CGU, Receita Federal e agentes da Polícia Federal.
A aparente tranquilidade revelada pela primeira-dama e pelo secretário de Finanças não reflete o que foi observado no município depois do sorteio. Fizeram verdadeiras fogueiras com documentos e desde sexta-feira, 22, que profissionais em contabilidade trabalham dia e noite para "arrumar" a Casa.
Segundo informa o CGU, as fiscalizações nos municípios têm encontrado obras inacabadas ou paralisadas, apesar de pagas; uso de notas fiscais frias e documentos falsos, simulação de licitações ou irregularidades em licitações, havendo inclusive a participação de empresas fantasmas; superfaturamento de preços, falta de merenda escolar e de medicamentos; gastos sem licitação; não-comprovação de aplicação de recursos; favorecimento de empresas, e irregularidades em cadastros de programas como o Bolsa Família.

Fonte: www.defato.com

Oficina de planejamento estratégico para o desenvolvimento do Território da Cidadania – "Sertão do Apodi" será realizada hoje em Itaú.
O Sebrae através da Aprimor Consultoria, estar realizando hoje(26) no auditório do SINDSERPIS, no município de Itaú, uma oficina de Planejamento Estratégico, onde representantes de várias instituições dos municípios Severiano Melo, Itaú e Rodolfo Fernandes, discutirão as potencialidades desses municípios para implantar ações dentro do Projeto "Nas Pegadas de Lampião" do Território da Cidadania Sertão do Apodi.

Esta atividade consiste numa discussão ampla com vários atores sociais, onde apresentarão as atividades, potencialidades e as ferramentas necessárias para a elaboração de um plano estratégico para o território, com ênfase em cada município. Em Severiano Melo os poderes constituídos e os segmentos organizados da sociedade civil mobilizaram representantes para participarem desta oficina.

sábado, 23 de maio de 2009

Nas pegadas de Lampião foi lançado em Apodi

Na noite de quinta feira, 21, foi lançado na Casa da Cultura em Apodi, o Projeto “Nas pegadas de Lampião”. A solenidade contou com a presença de autoridades importantes, como é o caso do Vice-Governador do Estado, Iberê Ferreira, da Prefeita de Messias Targino, Shirley Targino, da Prefeita de Rodolfo Fernandes, Bernadete Queiróz, da direção nacional do Sebrae, de representantes de diversos municípios, além do Ator Global, Marcos Palmeira.

O Projeto está sendo implantado em toda a região que compreende o Território da cidadania Sertão do Apodi, que abrange os municípios de Mossoró, Governador Dix-sept Rosado, Campo Grande, Caraúbas, Janduis, Messias targino, Patú, Rafael Godeiro, Olho D’água do Borges,Umarizal, Itaú, Rodolfo Fernandes, Severiano Melo, Apodi e Felipe Guerra. Porém, a rota de Lampião está limitada aos municípios de Mossoró, Governador Dix-sept Rosado, Apodi, Itaú, Umarizal, Martins, Pau dos Ferros, Serrinha dos Pintos, Marcelino Vieira e Luiz Gomes, que serão as cidades onde devem ser exploradas as potencialidades com mais intensidade levando uma proposta de desenvolvimento territorial, tendo a economia da cultura, do turismo e do artesanato com inspiração na estética do cangaço e do sertão para criar novos produtos e novas oportunidades de negócios. Considerando ainda, as vocações e as atividades já existentes no referido território, será através do estímulo ao empreendedorismo, da capacitação, da qualificação e da gestão desses negócios que buscaremos o desenvolvimento da região.

No seu pronunciamento Marcos Palmeira reconheceu a importância do Projeto para a região. “Nas pegadas de Lampião é um projeto que traz o reconhecimento pela história de uma importante personalidade brasileira. Não julgo se Lampião foi herói ou bandido. A questão é que o cangaço, em especial Lampião, tem um forte apelo cultural e histórico para os nordestinos. Por isso é fundamental esse projeto para resgatar a história da região e criar uma identidade cultural", destaca o ator global.

O Vice Governador Iberê cobrou mais empenho dos Prefeitos , pois segundo ele , este projeto traz novos horizontes para a economia deste municípios. Dos 17 municípios, apenas dois tiveram seus chefes do executivo na solenidade.

O Prefeito de Severiano Melo foi representado pelo Professor Alderi

Fazendo parte da equipe que representou o município de Severiano Melo, o Professor Alderi Gomes, representou o Prefeito Silvestre Monteiro, que estava em outra atividade. O Professor recebeu das mãos do Ator Global Marcos Palmeira, um kit do Projeto que será usado para divulgá-lo no âmbito municipal.

Para Alderi, o momento foi de suma importância, uma vez que o Projeto é muito promissor e trará muitas oportunidades para os empreendedores, além de oportunizar o enriquecimento pedagógico, haja vista Lampião ser considerado um ícone na cultura popular nordestina.

ABDA discutui projeto “Conte sua História” com equipe da Secretaria de Educação

O Presidente da ABDA – Agência Brasileira de Desenvolvimento Sócio ambiental, José Salim, esteve em Severiano Melo, nesta quinta feira (21), acompanhado de sua Assessora Maize Pinheiro, onde reuniram-se com a equipe da Secretaria de educação de Severiano Melo. O foco desta reunião foi a apresentação do Projeto “Conte sua História”.


O “Conte sua História”, visa resgatar a identidade do município através de diversos ângulos, uma vez que toda região tem peculiaridades próprias de sua cultura. Fatos históricos marcantes , histórias e lendas criadas e contadas pelos antepassados, assim como as mais recentes, são levadas em conta no momento da construção historica de um povo.

A Secretária de Educação, Maria Antonia comenta que o Município tem um acervo guardado. “Severiano Melo tem uma riqueza cultural imensa, porém, está adormecida por falta incentivo direto para a revivescência deste acervo”, diz a Secretária.

Segundo José Salim, este Projeto já está sendo desenvolvido em diversos municípios e conta com as parcerias do Governo federal, Governo do Estado, banco do Brasil, Banco do Nordeste, sindicatos, Associações, Prefeituras, além de outras.

Em Severiano Melo, o Projeto foi recebido com muito entusiasmo por todos os participantes da reunião, uma vez que o município necessita dar uma alavancada nas questões culturais, além de contribuir para a melhoria do nível educacional dos alunos, uma vez que o projeto visa preparar um material didático de forma contextualizada para ser utilizado nas escolas municipais.

PT amplia liderança partidária e Dilma já ultrapassa 20% de intenção de voto

Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.

O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.

Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.

Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.

“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou.

Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"

Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:

BRASIL

67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008

27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos

Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos

Para 14%, piorou

Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos

Para 13%, vai piorar

PARTIDOS

Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.

PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%

Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%)

Rejeição

PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008

PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%

67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%)

Imagem

Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%.

AVALIAÇÃO DO PT

59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008

81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008

65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008

Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008

Opiniões sobre o PT

É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008

É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008

Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008

GOVERNO LULA

Desempenho do presidente

Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008

Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008

Melhores ações do governo

Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES

Partido do próximo presidente

Para 34%, próximo presidente deve ser do PT

Projeto de país

Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008.

Candidato apoiado por Lula

23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula

41% pode votar, dependendo do candidato

10% não votam

22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%

Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3

Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4

Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)

Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37%

Rejeição

Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.

Veja a pesquisa na íntegra em www.pt.org.br

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Associação da Ipoeira entregou Subprojeto ontem em Pau dos Ferros

A Sethas vem realizando uma verdadeira maratona para arrecadar os subprojetos ao PDS. Ontem e hoje a equipe está de plantão em Pau dos Ferros onde as associações levam os seus subprojetos para serem avaliados preliminarmente.

Ontem o Presidente da AAFI – Associação dos Agricultores(as) Familiares da Ipoeira, Pedro Lucena, entregou o subprojeto da Horta Orgânica Comunitária, , que beneficiará mais de 20 famílias da comunidade.

O empreendimento consiste na perfuração de um poço tubular, na construção de uma cisterna com capacidade para armazenar 50 mil litros de água e na construção de uma horta orgânica comunitária com cerca de 400m².

Com a horta orgânica, a comunidade da Ipoeira terá a oportunidade de ampliar o trabalho realizado no ano de 2008, quando esta mesma comunidade teve um curso de economia solidária e montou um experimento deste tipo e obteve muito sucesso.

De acordo com a análise preliminar, tudo foi entregue conforme rezam as regras do programa.

Vereador destaca a importância da horta orgânica comunitária

O Vereador João do PT destaca a importância que o subprojeto da horta orgânica tem para a comunidade da Ipoeira. De acordo com João esta comunidade já luta por uma oportunidade destas há mais de dez anos e só agora será beneficiada.

O vereador comenta que ações como estas ajudam a reduzir a pobreza rural, pois reinsere o agricultor familiar na condição de gerador/ampliador de renda para o sustento de sua família, além de propiciar uma melhor qualidade de vida através da inserção de alimentos orgânicos em sua mesa.

João ainda informa que o Sintraf-Oeste continuará lutando pela organização de outras comunidades afim de pleitear recursos para elas também.

sábado, 16 de maio de 2009

Comunidade da Ipoeira receberá R$ 50.000,00 para montagem de Horta

A comunidade da Ipoeira, será contemplada com recursos da ordem de R$ 50.000,00 para a perfuração de um poço e a montagem de uma horta orgânica comunitária. O dinheiro virá do Banco Mundial através do PDS – Programa de Desenvolvimento Solidário do Governo do Estado.

Projeto trará mais confiança aos agricultores(as) Familiares da Ipoeira
Esta demanda é antiga, porém, faltava organização da comunidade. Com a fundação da AAFI – Associação dos Agricultores(as) familiares da Ipoeira – articulada através do Sintraf-Oeste, foi possível ampliar a discussão e chegar-se a conclusão de que a comunidade poderia acessar este recurso.

Para Pedro Lucena, Presidente da AAFI, este projeto trará mais confiança aos agricultores(as) familiares da comunidade, além de oportunizar a geração de emprego e renda.

Severiano Melo se beneficiará com emenda da Deputada Fátima Bezerra – PT

O Município de Severiano Melo será beneficiado com R$ 140.000,00, oriundo de uma emenda ao OGU, feito pela Deputada Federal Fátima Bezerra – PT/RN para reformar ou ampliar escolas. A solicitação desta emenda foi feita pelo Vereador do PT, João Batista (João do PT) que assumiu recentemente. João conta que esteve no gabinete da Deputada petista em Brasília e apresentou esta demanda, que foi de pronto atendida pela parlamentar.

Na mesma sessão em que foi empossado, no dia 08 último, o Vereador solicitou do Executivo municipal que preparasse toda a documentação e cadastrasse a proposta no SICONV o que foi atendido de imediato.

Segundo João do PT, após a Sessão de ontem, o Prefeito informou que todo o processo de cadastramento da proposta foi organizado em tempo hábil.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO
Após a transfiguração de Jesus diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João, estes o interrogaram dizendo: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? Respondeu ele: Na verdade, Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista. (Mateus cap 17.v.10 a 13).
O Evangelho Segundo o Espiritismo nos relata que a reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o espiritismo, mais prudentemente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado. A ideia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos. Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade, e colocou-a como princípio e como uma condição necessária quando disse: "Ninguém pode ver o reino dos céus se não nascer de novo," e insiste: "Não te admires de eu te haver dito: necessário vos é nascer de novo".
Fonte: omossoroense.com.br