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sábado, 23 de janeiro de 2010


TERREMOTO ESPIRITUAL
É difícil alguém não se emocionar com as imagens da tragédia em Porto Príncipe, no Haiti; com a menina Béa resgatada viva após 18 horas de angústia sob os escombros ou revendo cenas de d. Zilda Arns em incansável trabalho de amor ao próximo no meio daquele povo sofrido. Apesar de toda a avançada tecnologia dos sismógrafos, a inteligência humana ainda não é capaz de prever onde acontecerão os devastadores terremotos naturais. Há, porém, outro que passa despercebido: o terremoto espiritual.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010



A GÊNESE KARDEQUIANA

A palavra gênese empregada como substantivo feminino está diretamente relacionada com a formação dos seres, desde uma origem. No masculino, significa o primeiro livro do Pentateuco, onde é apresentada a criação do mundo rica em simbologias, muitas vezes equivocadamente interpretadas. Em janeiro de 1868, com base na ciência existente no século 19, ainda embrionária, Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, lançou a obra "A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo". Trata-se de um livro absolutamente lógico.
Explica Kardec na introdução que dois elementos ou duas forças administram o Universo: o elemento espiritual e o material. Da ação simultânea desses dois princípios nascem fenômenos especiais que se tornam naturalmente inexplicáveis, desde que se isole um deles, do mesmo modo que a formação da água seria inexplicável, se fosse retirado um dos seus elementos constituintes: o oxigênio e o hidrogênio. Demonstrando a existência do mundo espiritual e suas relações com o mundo material, o Espiritismo fornece a chave para a explicação de uma imensidade de fenômenos incompreendidos e considerados, em virtude mesmo dessa circunstância, inadmissível, por parte de uma certa classe de pensadores. Há nas Escrituras esses fatos e, por desconhecerem a lei que os rege, é que os observadores, nos dois campos opostos, girando sempre dentro do mesmo círculo de ideias. Uns, utilizando os dados positivos da ciência, outros, desprezando o princípio espiritual, não conseguiram chegar a uma solução racional. Essa solução se encontra na ação recíproca do Espírito e da matéria. É exato que ela tira à maioria de tais fatos o caráter de sobrenaturais. Tal a razão por que o Espiritismo conduz tantas pessoas à crença em verdades que elas antes consideravam meras utopias.
Logo no seu primeiro capítulo, a obra prende a atenção do leitor, pois tratando das características da revelação espírita, faz uma série de questionamentos profundos. Em sequência, fala sobre Deus, o bem e o mal, papel da ciência na gênese, astronomia, geologia, gênese orgânica, entre outros, preparando terreno para aprofundar na gênese espiritual. Tudo num perfeito encadeamento. Após o estudo da gênese espiritual, adentra-se pela teoria dos fluidos, necessário para que se compreenda cientificamente o passe. Na sequência, explica os milagres racionalmente. Termina apresentando a nova geração e a transição do planeta iniciada no século 19, cujo período será mais ou menos longo, dependendo do livre-arbítrio dos seus habitantes.
De caráter científico, "A Gênese" nos leva a refletir sobre a necessidade de renovação moral, pois só o progresso moral pode assegurar a felicidade dos homens sobre a Terra, pondo um freio às más paixões. Só ele pode fazer reinar, entre todos, a concórdia, a paz, a fraternidade. A inteligência sem senso moral acaba deixando muito a desejar.
Traz ainda uma significativa informação: por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las. Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


QUE BRILHE A VOSSA LUZ!

É perfeitamente possível adotarmos conduta pacífica, não Cultivando inimizades. Mas é impossível evitar que alguém queira ser nosso inimigo. Há criaturas que gostam de intrigas gratuitas. Há ainda aquelas ociosas, que dispõem de tempo suficiente para vigiar os outros e gerar embaraços. É natural que muitos julguem os outros pela sua própria ótica emocional e características morais que lhes são próprias. Não nos importemos com eles. Basta lembrar que os perseguidores de Jesus, nosso guia e modelo a ser seguido, eram invejosos das qualidades do Mestre.
Muitas pessoas se afligem com previsões menos felizes para o ano-novo, feitas por falsos profetas. Melhor desprezá-las e seguir tranquilo, fazendo brilhar a luz interior de cada um, como recomendou Jesus. Lembra-nos o Espírito Joanna de Ângelis (Atitudes Renovadas, Ed. Leal - psicografia Divaldo Franco) que há muita sombra no mundo aguardando um raio de luz que sirva de sinal de esperança, apontando rumos.
"Não te escuses ao mister de iluminar os caminhos em sombras que já percorreste. Deixa, pelo menos, pegadas luminosas indicando o rumo que deve ser alcançado por aqueles que se encontram na retaguarda". Todas as conquistas da nossa caminhada podem nos envolver de suave luz. Podemos preservá-las pelo amor e pela conduta apropriada, ao mesmo tempo em que a colocamos ao alcance de outros que ainda seguem na ignorância.
Diante das inúmeras incompreensões e críticas recebidas por algo que fazemos, recomenda Joanna não levarmos em conta. E diz:"É compreensível que isso ocorra, porque os desocupados estão demasiadamente preocupados contigo, atormentados pelas tuas conquistas de tal forma que se esquecem de si mesmos e, não podendo seguir-te ou ultrapassar-te, acusam-te, alegram-se em constituir-se adversários, censuram-te, objetivando desanimar-te. Não lhes concedas as satisfações de saberem que te alcançaram a sensibilidade e te criaram perturbação... Sorri e prossegue, fazendo sempre o melhor, sem a preocupação de agradar a quem quer que seja".

Todos nós possuímos a divina luz interior. Ela é de procedência espiritual e necessita ser preservada com o amor e a paz. Assim, ampliemos nossa capacidade de servir, dando-nos a oportunidade de mais recursos de crescimento, de modo que nunca nos orgulhemos ou nos distraiamos no cumprimento das responsabilidades determinadas por Jesus: "Que brilhe a tua luz!"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009


DESLIZES MORAIS

Escândalos envolvendo políticos tomam conta do noticiário em todos os recantos deste imenso país. Entre aqueles que foram eleitos para representar os interesses da população, lamentavelmente muitos estão seguindo pelos caminhos dos deslizes morais. É importante, porém, refletir: essas pessoas saíram dos nossos lares, das nossas famílias. Muitas criaturas ao nosso redor também seguem no mesmo rumo. E que valores morais lhes foram transmitidos pelos pais? E o que estão ensinando aos filhos?
Há uma passagem bíblica (Lucas, 16:10) que diz assim: "Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito". Quando assistimos a esses escândalos que envolvem o dinheiro público, revoltados, muitos de nós apressadamente nos aventuramos a dizer que somos diferentes dos políticos envolvidos. Que nunca faríamos nada igual. No entanto, poucas pessoas percebem que para se chegar a grandes erros, começa-se pelos pequenos. Por falta de disciplina, acabam sendo incorporados aos hábitos; e daí...
O espírito Joanna de Ângelis, tratando dos deslizes morais através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco (Iluminação Interior, Ed.Leal), nos alerta que todos somos candidatos a uma existência saudável. Sabedores da nossa condição de imortais, de continuidade da vida após a morte física, não nos permitamos a prática dos deslizes morais considerados de pequena importância. O erro é sempre um compromisso negativo, e toda lesão moral, particularmente as produzidas no organismo social, constitui grave comprometimento. E o responsável não poderá fugir dos efeitos provocados. Quem se permite a conivência com o erro aprende a viver com a deslealdade em suas atitudes. E recomenda: "Mantém-te na trilha da retidão, não aceitando as conveniências do mercado dos engodos humanos, que denigrem as conquistas da inteligência, em face do atraso das realizações íntimas de natureza moral. As fraudes buscam vantagens sob o comando medonho do egoismo, que elege para si, em detrimento do mínimo para os outros (...). Não te permitas subornar por valores materiais, nem morais, nem sociais, nem afetivos. Não te subornes a ninguém".
Felizmente, há um grande número de cidadãos de ambos os sexos, que se comportam com a dignidade necessária. Vez por outra, pessoas humildes e portadoras de carência econômica encontram objetos ou dinheiro perdido e de imediato procuram entregá-los a seus legítimos donos. Não raramente são criticados pelo ato, chamados de bobos, etc. Não custa, porém, lembrar a promessa de Jesus: aquele que for fiel no pouco, sobre o muito será colocado (Mateus 25:23). Tenhamos cuidado com as armadilhas do erro, das mentiras, da deserção moral, pois no final da nossa caminhada terrena, o encontro com a nossa própria consciência será inevitável. E o que fizermos da nossa existência, será o céu ou inferno de cada um.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


ISSO NÃO É ESPIRITISMO
Em uma rádio escutei a seguinte propaganda: "Fulano de Tal, médium, tarólogo e espírita, faz e desfaz qualquer trabalho. Consultas com hora marcada, R$ 50,00". Prontamente esclareço a você que lê este artigo: não se trata de um espírita. É alguém utilizando a credibilidade do espiritismo em proveito próprio.
Muitas seitas, cultos, rituais ou religiões usam em suas práticas a comunicação com os espíritos, jogos de tarô, cartas, quiromancia e outras tantas. Equivocadamente são confundidas com Espiritismo. Merecem todo nosso respeito, porém, cabe esclarecer que são adeptas do esoterismo ou espiritualismo. E nem todo espiritualista é espírita. O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. É o conjunto de princípios e leis, revelado pelos espíritos superiores, contido nas obras organizadas por Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese". Permite às criaturas o conhecimento das coisas, fazendo que saibam de onde vêm, para onde vão e por que estão na Terra; atrai para os verdadeir os princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança; abrange todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humano, apresentando caminhos para a regeneração da humanidade.
Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". É realizada com simplicidade. Não tem sacerdotes e não adota nem usa em suas reuniões altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
A Doutrina Espírita esclarece que todo ser humano é portador de mediunidade em variados graus e ninguém é obrigado a "desenvolvê-la". O local que cobra dinheiro ou qualquer favorecimento material, não é um centro espírita. Como tudo na vida pode se tornar objeto de exploração, não nos surpreende alguém querer explorar o lado daquilo que equivocadamente chamam de sobrenatural. Médiuns interesseiros não são apenas os que exijam recompensas financeiras ou materiais, mas também os ambiciosos desejando reconhecimento pessoal. Em resumo, a mediunidade é uma faculdade concedida para o bem, e os bons espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer que seja que não corresponda aos objetivos divinos. Daí o grande número de embusteiros e falsos médiuns, dispostos a ludibriarem em proveito próprio.
Portanto, é dever do Espiritismo disseminar o esclarecimento, pois respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem, pela confraternização e pela paz entre os homens, independente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, orientação sexual, nível cultural ou social. Reconhece que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei da justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

Francinaldo Rafael - jornal O Mossoroense - 08/12/2010
http://www2.uol.com.br/omossoroense/mudanca/conteudo/francinaldo.htm

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OS ANTEPASSADOS DO HOMEM

Um estudo publicado pela revista americana "Science" no dia 2 de outubro aponta para uma evolução paralela de macacos e humanos, após a separação das duas famílias, milhões de anos atrás. Apresentado como novidade para o mundo científico, apenas vem confirmar o que a Doutrina Espírita já afirma há tempos.

No ano de 1938,o médium espírita Chico Xavier psicografou o livro "A Caminho da Luz", de autoria do Espírito Emmanuel. A referida obra apresenta fatos relevantes desde a estruturação geológica da Terra até onde caminhará o homem na sua jornada.

Narra Emmanuel que os trabalhadores do Cristo analisavam a combinação dos complexos celulares, prevendo todas as possibilidades e necessidades do futuro. Os tipos adequados à Terra foram aprontados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os resultados monstruosos das épocas remotas, estando esses guardados hoje somente em museus do mundo. O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, influenciados pelo meio e pela lei de seleção. Ansiosos, procuramos os legítimos antepassados do homem. Não adianta pensar nos lendários Adão e Eva. Eles nunca existiram.

Examinada a questão pela visão realista, vamos encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo processos de aperfeiçoamento da Natureza. No período terciário vamos encontrar os antropoides. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo tiveram sua evolução em pontos convergentes. Daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e do chipanzé da atualidade.

Reportando-se aos estudiosos que examinaram os assuntos do evolucionismo, Emmanuel esclarece que não houve propriamente uma "descida da árvore", no início da evolução humana. As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande flexibilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo de seu aperfeiçoamento, em caminhada para a racionalidade.

Uma transformação profunda realizou-se na estrutura dos antepassados das raças humanas. Como isso terá acontecido? Naturalmente, responde o Benfeitor Espiritual.

Face a tudo isso, permanece cada vez mais atual a recomendação de Allan Kardec, o Codificador: "Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência". Até hoje, homens da ciência apenas têm confirmado informações preciosas repassadas à Terra pelos Instrutores Espirituais.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


O GIGANTE DEITADO

Marcela (nome fictício) acredita que nasceu para ter dificuldades. Reclama que nasceu sem sorte. Todas as pessoas que conhece são felizes e capazes de construírem algo. Mas com ela nada dá certo. Claro que isso é na sua visão de coitadinha. Leva uma vida saudável e cheia de oportunidades. Com esse pensamento negativista prefere não se esforçar em nada e espera que tudo caia do céu. Por outro lado, o mineiro Jerônimo Mendonça totalmente paralítico e cego viajou Brasil afora realizando palestras, consolando e orientando dezenas de pessoas.

Nascido em Ituiutaba (MG) no dia 1º de novembro de 1939, Jerônimo Mendonça Ribeiro teve a infância de uma criança normal. Já na puberdade começou a sentir dores nas articulações, principalmente nos joelhos e tornozelos. Aos 18 anos Jerônimo andava com dificuldade. Depois viu-se preso a cadeira de rodas e em seguida a uma cama ortopédica por cerca de 30 anos, vítima de artrite reumatoide. Mesmo tendo submetido-se a rigorosos tratamentos com especialistas da medicina, a doença não cedeu. O mal era progressivo. Na sucessão de anos perdeu o movimento dos braços e em 1970, a visão.

Conheceu e abraçou a Doutrina Espírita ainda na mocidade. Tudo que com ela aprendeu soube aplicar em sua vida. Sabia e sentia que seu sofrimento era efeito de atitudes equivocadas em outras encarnações. Nunca deixou-se abater, transformando seu leito em local ambulante de trabalho. A cama havia sido projetada por inspiração e tinha a inclinação exata para que permanecesse vivo. Para amenizar as dores, mantinha sobre o peito um peso de trinta quilogramas. O sofrimento físico era tanto que ele não dormia. Certa feita perguntado por um repórter sobre felicidade, respondeu: - A felicidade para mim, deitado há tanto tempo sem possibilidade de me mexer, seria poder virar de lado. Aproveitou a chance para falar sobre o amor e o valor da vida. Essa entrevista livrou do suicídio uma senhora que havia perdido a razão de viver.

Jerônimo tornou-se um grande divulgador do Espiritismo, sendo constantemente levado Brasil afora por mãos amigas. Para sua locomoção, deram-lhe uma Kombi, onde adaptava a cama. Mesmo diante de todas as limitações que a doença lhe impunha, deixou seis livros editados, discos gravados, fez campanhas para arrecadação de recursos para ajudar necessitados. O Centro Espírita Seareiros de Jesus, Gráfica Espírita Cairbar Schutel, Lar Espírita Pouso do Amanhecer, em Ituiutaba (MG), Comunidade Espírita Maria João de Deus e a Casa da Sopa Jerônimo Mendonça em São José dos Campos (SP) estão entre as obras deixadas por ele.

Pelo enorme exemplo, Jerônimo foi apelidado pelos amigos e pela imprensa "O Gigante Deitado". Fisicamente deitado, porém moralmente sempre esteve de pé. Depois de suportar resignadamente seu calvário, deixou sua vitoriosa existência física aos 50 anos de idade, por insuficiência cardiovascular. Como um pássaro, libertou-se tranquilo e sereno.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009


ESPIRITISMO E MEDICINA CAMINHAM JUNTOS

Pesquisadores afirmam que a fé e a ciência são fortes aliados no tratamento de algumas doenças. Com uma visão mais ampla, faculdades de medicina país afora já incluem na grade curricular a disciplina "Medicina e Espiritualidade".

Não se pode desprezar o pensamento do físico alemão Albert Einstein: "A ciência sem a religião é paralítica; a religião sem a ciência é cega". O Espiritismo ensina que a ciência e a religião são as alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral.

De acordo com Eliane Oliveira, professora do Departamento de Morfologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora da disciplina Medicina e Espiritualidade, estamos em processo de intensa reflexão, onde a ciência se alia à espiritualidade por um mundo melhor.

"Principalmente com a física quântica, com a compreensão de que o universo é uma teia energética, onde todos estamos interligados, a Espiritualidade está em plena ascensão".

A dra. Marlene Nobre, presidenta da Associação Médico-Espirita do Brasil, afirma que a contribuição da Doutrina Espírita à medicina tradicional é enorme. "Primeiramente, ele muda a visão do mundo e do ser humano. Quando o médico espírita examina o paciente, sabe que tem diante de si uma alma imortal que está transitando, por alguns anos na Terra, vestindo um corpo físico e envoltórios espirituais, que vem sendo construídos ao longo de bilhões de anos e que adoecem segundo a lei de ação e reação. O médico sabe, portanto, que as doenças, em sua esmagadora maioria, estão relacionadas às imperfeições da alma e à lei do carma. E, principalmente, está consciente de que tem nos seus pacientes irmãos em humanidade aos quais compete servir, segundo os sentimentos de fraternidade exemplificados pelo Médico dos Médicos - nosso Mestre Jesus. O Espiritismo dá uma visão integral do ser humano: alma-mente-corpo e estimula o exercício da solidariedade entre todas as criaturas humanas".

A conceituada Universidade de São Paulo (USP) é uma das que criou o curso de extensão para a sua Faculdade de Medicina, denominado Medicina e Espiritualidade. O projeto foi elaborado pelo doutor Sérgio Felipe de Oliveira, psiquiatra, mestre em Ciências e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e do Espiritismo. Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas.

Atualmente, nos Estados Unidos, mais de trinta cursos de medicina abordam a espiritualidade tanto através de palestras como de disciplinas obrigatórias no currículo acadêmico. O objetivo maior é a cura da alma através do conhecimento das crenças e de como a espiritualidade pode fazer parte de exames clínicos regulares.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ESPIRITISMO E PSICOLOGIA

A partir de 1989 o meio acadêmico foi surpreendido com uma série de livros espíritas trazendo apontamentos psicológicos. As obras passaram a ser conhecidas como "A Séria Psicológica de Joanna de Ângelis".

O médium espírita Divaldo Franco, após psicografar o livro “O Homem Integral”, de autoria do espírito Joanna de Ângelis, ficou impressionado com o conteúdo do qual era intermediário. Desconhecia muitos dos termos utilizados, como também a profundidade da análise feita por Joanna. À época, ela esclareceu-lhe que se tratava de um esboço de um conjunto de obras que estabeleceriam uma ponte entre a psicologia do ponto de vista acadêmico, e a psicologia com um olhar Espírita.

Preocupado com o impacto que esses livros poderiam causar, Divaldo consultou um amigo especialista em Psicologia e Psiquiatria. Este ficou deslumbrado. Tanto os conceitos estavam corretos do ponto de vista acadêmico, quanto apresentavam uma análise especial de correlações com a Doutrina Espírita. Mesmo convencido da validade das obras, Divaldo questionou Joanna de Ângelis, como é que ela tendo desencarnado em 1822, poderia escrever assuntos da atualidade e fazer referências a autores e escritores, a psicólogos, psicanalistas e psiquiatras do século 20. Ela explicou-lhe que o conhecimento sempre flui do mundo espiritual para o terreno. Muitos daqueles que trouxeram diversas correntes psicológicas para a Terra passaram por uma preparação prévia e estiveram em convívio com ela e outros espíritos debatendo e construindo o que aqui apresentariam. Muitos estudiosos do comportamento humano reencar-naram sob a assistência desse grupo espiritual.

Esclarece Joanna que a tarefa da psicologia espírita é tornar-se ponte entre o pensamento espiritista e as notáveis contribuições dos estudos do passado apresentados por eminentes psicólogos. Oferece-lhes um elo que ilumina os recantos e os abismos do inconsciente individual e coletivo, as imagens psíquicas, os impulsos e tendências, os conflitos, os ideais, a busca da plenitude de cada ser na sua larga caminhada reencarnacionista. Mostra também que Jesus era o mais profundo conhecedor da psique.

Atualmente, além dos psicólogos transpessoais e analíticos, outras correntes também examinam a produção mediúnica de caráter psicológico e comprovam sua validade.

A Séria Psicológica do Espírito Joanna de Ângelis, psicografada pelo médium espírita Divaldo Franco atualmente é composta por 15 livros. Em ordem cronológica, são eles: “Jesus e Atualidade”, “O Homem Integral”, “Plenitude”, ‘Momentos de Saúde”, “O Ser Consciente”, “Autodescobrimento: Uma Busca Interior”, “Desperte e Seja Feliz”, “Vida: Desafios e Soluções”, “Amor, Imbatível Amor”, “O Despertar do Espírito”, “Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda”, “Triunfo Pessoal”, “Conflitos Existenciais”, “Encontro com a Paz e a Saúde” e “Em Busca da Verdade”.

Francinaldo

sexta-feira, 24 de julho de 2009



CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO


Uma das mais importantes revoluções científicas foi a Teoria da Evolução, apresentada por Charles Darwin, em 1859, para explicar a diversidade biológica. Como O Livro dos Espíritos lançado dois anos antes, a obra de Darwin sacode a crença religiosa da criação apresentada na Bíblia.

A princípio, dominou a teoria do criacionismo: Deus fez o homem de um momento para o outro. Analisando-se rapidamente não há imaginação que possa comportar essa ideia. Uma porção de barro transformar-se em setenta bilhões de células e toda a complexidade do nosso organismo. Mas, imaginemos que tenha sido assim, e um questionamento logo surge: por que a mulher também não foi feita dessa forma? Por que de uma costela do homem? São imagens que Carl Gustav Young chamará de arquétipos, ou seja, imagens comuns do inconsciente coletivo da humanidade. Essa corrente predominou até 1859, quando o britânico Charles Darwin apresentou A Origem das Espécies. Nesse livro, Darwin mostra fortes evidências da evolução, onde a diversidade das espécies é um processo sucessivo de ramificação, oferecendo margem ao materialismo, que não aceitava a ideia criacionista, aumentando o fosso entre ciência e religião.

Cabe fazer a ponte entre a doutrina do criacionismo e do evolucionismo, ao espiritismo. Na sua teoria evolucionista, tudo progride na natureza, desde o átomo até o arcanjo. O homem biológico descende do mundo animal, porém o homem como ser espiritual vem da divindade. O corpo carnal foi o veículo do qual a divindade se utilizou para desenvolver o psiquismo. Na visão da doutrina espírita, Deus nos criou simples e destituídos de complexidades e sem conhecimento das informações. Tal qual uma semente, para desabrochar a potência adormecida, o espírito precisa do habitat da matéria. Todo esse processo deu-se desde o reino mineral quando o psiquismo era força de união de moléculas, a atração. Passa ao vegetal quando desenvolve a sensação; no reino animal desponta o instinto; no ser humano, quando desabrocha a inteligência, o livre-arbítrio, a razão, depois a intuição, a angelitude. O Espírito André Luiz na obra Evolução em Dois mundos afirma que a evolução prevalece para todos os seres do Universo.

O criacionismo merece todo respeito, não na forma textual como é apresentado, mas como hálito divino. E o evolucionismo, porque temos toda a documentação fóssil que apresenta as evidências. Não rejeitemos, pois, a Gênese bíblica; ao contrário, deverá ser estudada, como se estuda a história da infância dos povos. Trata-se de uma época rica de alegorias, cujo sentido oculto se deve pesquisar; que se devem comentar e explicar com o auxílio das luzes da razão e da Ciência. Aquele tempo era de uma cultura muito limitada, o nível de consciência dos hebreus, um povo nômade, não teria como entender a criação do universo. Moisés inspiradamente utilizou-se de símbolos compatíveis com o entendimento deles, passando a ideia da criação em sete dias, que a ciência moderna aponta como sete longos períodos.