sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Entrevista de Lula ao Estadão- parte 1

Publico, como prometi, a primeira parte da entrevista do Presidente Lula ao Estadão, que não tem acesso liberado na internet, por uma miopia de quem acha que informação deste teor é “privada”. Não entenderam que , na internet, sempre se acha as coisas.
Nesta primera parte, ele fala da escolha de Dilma Roussef como candidata e das enchentes em São Paulo.
Daqui a pouco posto a segunda parte, onde ele conversa com os repórteres Vera Rosa, Tânia Monteiro, Rui Nogueira, João Bosco Rabello e Ricardo Gandour sobre economia e a disputa presidencial.
Leia a entrevista:

Na entrevista ao Estado,em agosto de 2007, perguntamos se o sr. já pensava em lançar uma mulher como candidata à sua sucessão. Sua resposta foi: ‘No momento em que eu disser isso, uma flecha estará apontada para esse nome, seja ele qual for.’ Naquela época, o sr. já tinha decidido que seria a ministra Dilma? Quando o sr.decidiu?
Quando aconteceram todos os problemas que levaram o companheiro José Dirceu a sair do governo, eu não tinha dúvida de que a Dilma tinha o perfil para assumir a Casa Civil e ajudar a governar o País. Na Casa Civil ela se transformou na grande coordenadora das políticas do governo.Foi quase uma coisa natural a indicação da Dilma. A dedicação, a capacidade de trabalho e de aprender com facilidade as coisas foram me convencendo que estava nascendo ali mais do que uma simples tecnocrata. Estava nascendo ali umapessoa com potencial político extraordinário, até porque a vida dela foi uma vida política importante.

Mas a escolha da ministra só ocorreu porque houve um “vazio” no PT,como disse o ex-ministro Tarso Genro, com os principais candidatos à sua cadeira dizimados pela crise do mensalão, não?
Não concordo.Nãotinha essa coisa de ‘principais candidatos’. Isso é coisa que alguém inventou. José Dirceu, Palocci… Na minha cabeça não tinha “principais candidatos”. Estou absolutamente convencido de que ela é hoje a pessoa mais preparada, tanto do ponto de vista de conhecimento do governo quanto da capacidade de gerenciamento do Brasil.

Naquele momentoem que sr. chamou a ministra de “mãe do PAC”, na Favela da Rocinha (Rio), ali não foi apresentada a vontade prévia para fazer de Dilma a candidata?
Se foi, foi sem querer. Eu iria lançar o PAC(Programa de Aceleração do Crescimento), na verdade, antes da eleição(de2006). Mas fui orientado a não utilizar o PAC em campanha porque a gente não precisaria dele para ganhar as eleições. Olha o otimismo que reinava no governo! E o PAC surgiu também pelo fato de que eu tinha muito medo do segundo mandato. Porquê? Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca gostei de um segundo mandato. Eu sempre achei que o segundo mandato poderia ser um desastre. Então, eu ficava pensando: se no segundo mandato o presidente não tiver vontade, não tiver disposição, garra e ficar naquela mesmice que foi no primeiro mandato, vai ser uma coisa tão desagradável que é melhor que não tenha.

O sr.está enfrentando isso?
Não porque temos coisas para fazer ainda, de forma excepcional, e acho que o PAC foi a grande obra motivadora do segundo mandato.

O sr.não está desrespeitando a Lei Eleitoral, antecipando a campanha?
Não há nenhum desrespeito à Lei Eleitoral. Agora, o que as pessoas não podem é proibir que um presidente da República inaugure as obras que fez. Ora, qual é o papel da oposição? É criticar as coisas que nós não fizemos. Qual é o nosso papel? Mostrar coisas que nós fizemos e inaugurar.

Mas quem partilha dessa tese diz que o sr. praticamente pede votos para Dilma nas inaugurações…
Eu dizer que vou fazer meu sucessor é o mínimo que espero de mim. A grande obra de um governo é ele fazer seu sucessor. Não faz seu sucessor quem está pensando em voltarquatro anos depois. Aí prefere que ganhe o adversário, o que não é o meu caso.

Há quem diga que o sr. só escolheu a ministra Dilma,cristã nova no PT, com apenas nove anos de filiação ao partido,porque,se eleita,ela será fiel a seu criador. Isso deixaria a porta aberta para o sr. voltar em 2014.O sr. planeja concorrer novamente?
Olha, somente quem não conhece o comportamento das mulheres e somente quem não conhece a Dilma pode falar uma heresia dessas. Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio.Não faz parte da minha vida nem no PT nem na CUT. Eu já tive a graça de Deus de governar este país oito anos.Minha tese é a seguinte:rei morto,rei posto.A Dilma tem de criar o estilo dela, a cara dela e fazer as coisas dela. Ea mim cabe, como torcedor da arquibancada, ficar batendo palmas para os acertos dela.E torcendo para que dê certo e faça o melhor.Não existe essa hipótese .
O sr. não pensa mesmo em voltar à Presidência?

Não penso.Quem foi eleito presidente tem o direito legítimo de ser candidato à reeleição. Ponto pacífico. Essa é a prioridade número 1.

O sr. não vai defender a mudança dessa regra, de fim da reeleição com mandato de cincoanos?
Não vou porque quando quis defender ninguém quis. Eu fui defensor da ideia de cinco anos sem reeleição. Hoje, com a minha experiência de presidente, eu queria dizer uma coisa para vocês: ninguém, nenhum presidente da República, num mandato de quatro anos, concluirá uma única obra estruturante no País.

Então o sr. mudou de ideia…
Mudei de ideia. Veja quantotempo os tucanos estão governando SãoPaulo e o Rio Tietê continua do mesmo jeito. É draga dali, tira terra, põe terra.Eu lembro do entusiasmo do Jornal da Tarde quando, em 1982, o banco japonês ofereceu US$ 500 milhões para resolver aquilo. A verdade é que, para desgraça do povo de São Paulo, as enchentes continuam. Eu não culpo o Serra, não culpo o Kassab e nenhum governante. Eu acho que a chuva é demais. No meu apartamento, em São Bernardo, está caindo mais água dentro do que fora.Choveu tanto que vazou. Há dias o meu filho me ligou, às duas horas da manhã, e disse: “Pai, estou com dois baldes de água cheios.” Eu fui a São Paulo no dia do aniversário da cidade e disse que o governo federal está disposto a sentar com o governo do Estado, com o prefeito, e discutir uma saída para ver se consegue resolver o problema, que é gravíssimo. Não queremos ficar dizendo: “Ah, é meu adversário, deu enchente, que ótimo”. Quem está falando isso para vocês viveu muitas enchentes dentro de casa.

Nesta segunda parte da entrevista, Lula fala da história de que Dilma seria “mais esquerdista” , do seu papel pós eleitoral, da função do Estado na economia e no plano nacional de banda larga, sobre o qual deixa claro que será criada uma rede estatal e aberta a concorrência para a “ultima milha”. Daqui a pouco, posto a terceira parte.

Pelas diretrizes do programa do PT, um eventual governo Dilma Rousseff parece que será mais à esquerda que o seu
Eu ainda não vi o programa, eu sei que tem discussão. Mas conheço bem a Dilma e, como acho que ela deve imprimir o ritmo dela, se ela tomar uma decisão mais à esquerda do que eu, eu tenho que encarar com normalidade.E, se tomar uma posição mais à direita do que eu, tenho que encarar com normalidade. Tenho total confiança na Dilma, de que ela saberá fazer as coisas corretas para este país. Uma mulher que passou a vida que a Dilma passou – e é sem ranço, sem mágoa, sem preconceito – venceu o pior obstáculo.

A experiência de poder distanciou o sr.do pensamento mais utópico do PT,não?
Veja, o PT que chegou ao poder comigo, em 2002, não era mais o PT de 1980, de 1982. Não era porque houve a Carta ao Povo Brasileiro… Não é verdade. Num Congresso do PT aparecem 20 teses. Tem gosto para todo mundo. É que nem uma feira de produtos ideológicos. As pessoas compram o que querem e vendem o que querem. O PT, quando chegou à Presidência, tinha aprendido com dezenas de prefeituras, já tínhamos as experiências do governo do Acre, do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso do Sul… O PT que chegou ao governo foi o PT maduro. De vez em quando, acho que foi obra de Deus não permitir que eu ganhasse em 1989. Se eu chego em 1989 com a cabeça do jeito que eu pensava, ou eu tinha feito uma revolução no País ou tinha caído no dia seguinte. Acho que Deus disse assim: “Olha, baixinho, você vai perder várias eleições, mas, quando chegar, vai chegar sabendo o que é tango, samba, bolero.” O PCI italiano passou três décadas sendo o maior partido comunista do mundo ocidental, mas não passava de 30%. Eu não tinha vocação para isso. E onde eu fui encontrar(a solução)? Na Carta ao Povo Brasileiro e no Zé Alencar. Essa mistura de um sindicalista com um grande empresário e um documento que fosse factível e compreensível pela esquerda e pela direita, pelos ricos e pelos pobres, é que garantiu a minha chegada à Presidência.

Mesmo assim, o sr. teve de funcionar como fator moderador do seu governo em relação ao partido…
E vou continuar sendo. Eu não morri.

Mas a Dilma poderá fazer isso?
Ah,muito. Hipoteticamente,vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa.

As diretrizes do PT, que pregam o fortalecimento do Estado na economia, não atrapalham?
Quero crer que a sabedoria do PT é tão grande que o partido não vai jogar fora a experiência acumulada de ter um governo aprovado por 72% na opinião pública depois de sete anos no poder. Isso é riqueza que nem o mais nervoso trotskista seria capaz de perder.

Os críticos do programa do PT dizem que o Estado precisa ter limites como empreendedor. Por que mais Estado na economia?
Vou fazer uma brincadeira: o único Estado forte que eu quero é o Estadão (risos). Não existe hipótese, na minha cabeça, de você ter um governo que vire um governo gerenciador. O governo tem dois papéis e a crise reforçou a descoberta deste papel. Ogoverno tem, de um lado, de ser o regulador e o fiscalizador; do outro lado, tem de ser o indutor, o provocador do investimento, que discute com o empresário e pergunta por que ele não investe em tal setor.

Por que é preciso ressuscitar empresas estatais para fazer programas como a universalização da banda larga? O governo toca o Luz Para Todos com uma política pública que contrata serviços junto às distribuidoras e não ressuscita a Eletrobrás.
Mas nós estamos ressuscitando a Eletrobrás. O Luz Para Todos só deu certo porque o Estado assumiu. As empresas privadas executam sob a supervisão do governo, que é quem paga.

Não pode fazer a mesma coisa com a banda larga?
Pode. Não temos nenhum problema com a empresa privada que cumpre as metas. Mas tem empresa privada que faz menos do que deveria. Então,eu quero, sim, criar uma megaempresa de energia no País. Quero empresa que seja multinacional, que tenha capacidade de assumir empréstimos lá fora, de fazer obras lá fora e fazer aqui dentro. Se a gente não tiver uma empresa que tenha cacife de dizer “se vocês não forem, eu vou”, a gente fica refém das manipulações das poucas empresas que querem disputar o mercado. Então, nós queremos uma Eletrobrás forte, para construir parceria com outras empresas. Não queremos ser donos de nada.

A banda larga precisa de uma Telebrás?
Se as empresas privadas que estão no mercado puderem oferecer banda larga de qualidade nos lugares mais longínquos, a preço acessível, por que não? Mas precisa de uma Telebrás? Depende.Ogoverno só vai conseguir fazer uma proposta para a sociedade se tiver um instrumento.Não quero uma nova Telebrás com 3 ou 4 mil funcionários.Quero uma empresa enxuta, que possa propor projetos para o governo. Nosso programa está quase fechado, mais uns 15 dias e posso dizer que tenho um programa de banda larga. Vou chamar todos e quero saber quem vai colocar a últimamilha ao preço mais baixo. Quem fizer, ganha; quem não fizer, tá fora. Para isso o Estado tem de ter capacidade de barganhar.

O sr. teme que o PSDB venha na campanha com o discurso de gastança, de inchaço da máquina, que o seu governo contratou 100mil novos servidores?
Vou dar um número, pode anotar aí: cargos comissionados no governo federal, para uma população de 191 milhões de habitantes. Por cada 100 mil habitantes, o governo tem 11 cargos comissionados. O governo de São Paulo tem 31 e a Prefeitura de São Paulo tem 45.
Abaixo, a terceira e última parte da longa entrevista de Lula ao Estadão. Aqui ele fala de alianças e de aliados, inclusive os incômodos. E defende a postura da diplomacia brasileira em relação ao Irã. Vou pedir licença aos amigos para comentar mais tarde, dizendo no que concordo e no que discordo. É que você viu que a faina aqui começou de madrugada, ainda, e foi duro achar este texto integral para compartilhar com vocês.

Deixar o governo de Minas para o PMDB de Hélio Costa facilita a vida de Dilma junto à base aliada?
A aliança com o PMDB de Minas independe da candidatura ao governo de Estado. O Hélio Costa tem me dito publicamente que a candidatura dele não é problema. Ele propõe o óbvio, que se faça no momento certo um estudo e veja quem tem mais condições e se apoie esse candidato. Acho que os companheiros de Minas, tanto o Patrus Ananias quanto o Fernando Pimentel se meteram em uma enrascada. Estava tudo indo muito bem até que eles transformaram a disputa entre eles em uma fissura muito ruim para o PT.Como a política é a arte do impossível, quem sabe até março eles conseguem resolver o problema deles.


A desistência da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes(PSB-CE) facilitaria a vida de Dilma?
O Ciro é um companheiro por quem tenho o mais profundo respeito. Eu já gostava do Ciro e aprendia respeitá-lo.Um político com caráter. E, portanto, eu não farei nada que possa prejudicar o companheiro Ciro Gomes. Eu pretendo conversar com ele, ver se chegamos à conclusão sobre o melhor caminho.


Ele diz que o“santo Lula” está errado.
É preciso provar que o santo está errado.É por isso que eu quero discutir.
O sr. ainda quer que ele seja candidato ao governo de SãoPaulo?
Se eu disser agora,a minha conversa ficará prejudicada.


O senador Mercadante pode ser o plano B?
Não sei.Alguém terá de ser candidato.

O Ciro tem dito que a aliança da ministra Dilma com o PMDB é marcada pela frouxidão moral.
Todo mundo conhece o Ciro por essas coisas. Mas acho que ele não disse nada que impeça uma conversa com o presidente.

O que se teme no Temer? Ele é o nome para vice?
O Michel Temer, neste período todo que temos convivido com ele,que ele resolveu ficar na base e foi eleito presidente da Câmara, tem sido um companheiro inestimável. A questão da vice é uma questão a ser tratada entre o PT, a Dilma e o PMDB.

O sr. não teme que Dilma caia nas pesquisas após sair do governo?
Ela vai crescer.

Mas sozinha?
Ela nunca estará sozinha.Eu estarei espiritualmenteao lado dela (risos).

Há quem tenha ficado assustado com a foto do sr. abraçando o Collor,depois de tudo o que passou na campanha de 1989.
O exercício da democracia exige que você faça política em função da realidade que vive. O Collor foi eleito senador pelo voto livre e direto do povo de Alagoas, tanto quanto foi eleito qualquer outro parlamentar. Ele está exercendo uma função institucional e merece da minha parte o mesmo respeito que eu dou ao Pedro Simon, que de vez emquando faz oposição, ao Jarbas Vasconcelos, que faz oposição. Se o Lula for convidado para determinadas coisas, não irá. Mas o presidente tem função institucional. Portanto,cumpre essa função para o bem do País e, até agora,tem dado certo. Fui em uma reunião com a bancada do PT em que eles queriam cassar o Sarney. Eu disse: muito bem, vocês cassam o Sarney e quem vem para o lugar?

O sr.acha que o eleitor entende?
O eleitor entende, pode entender mais. Agora, quem governa é que sabe o tamanho do calo que está no seu pé quando quer aprovar uma coisa no Senado.

O governo depende do Sarney no Senado? O único punido até agora foi o Estado,que está sob censura.
O Sarney foi um homem de uma postura muito digna em todo esse episódio. Das acusações que vocês(ojornal)fizeramcontrao Sarney, nenhuma se sustenta juridicamenteeotempovaiprovar. O exercício da democracia não permite que a verdade seja absoluta para um lado e toda negativa para o outro lado. Perguntam: você é contra a censura? Eu nasci na política brigando contra a censura.Exerço um governo em que eu duvido que alguém tenha algum resquício de censura. Mas eu não posso censurar que os Poderes exerçamsuasfunções. Eu não posso censurar a imprensa por exercer a sua função de publicar as coisas, nem posso censurar um tribunal ou uma Justiça por dar uma decisão contrária. Deve ter instância superior, deve ter um órgão para recorrer.

O sr.e o PT lideraram o processo de impeachment de Collor e nada, então, se sustentou juridicamente porque o STF absolveu o ex-presidente. O sr.está dizendo que o jornal não deveria publicar as notícias porque não se sustentariam juridicamente? Os jornais publicam fatos…
Não quero que vocês deixem de publicar nada. Minha crítica é esta: uma coisa é publicar a informação, outra coisa é prejulgar. Muitas vezes as pessoas são prejulgadas.Todosos casos queeuvidoSarney,deemprego para a neta, daquela coisa, eu ficava lendo e a gente percebia que eram coisas muito frágeis. Você vai tirar um presidente do Senado porque a neta dele ligou para ele pedindo um emprego?

O caso da neta é o corporativismo,o fisiologismo,os atos secretos…
O que eu acho é o seguinte: o DEM governou aquela Casa durante 14 anos e a maioria dos atos secretos era deles. E eles esconderam isso para pedir investigação do outro lado. É uma coisa inusitada na política.

O sr. acha que os fatos do “mensalão do DEM”, no Distrito Federal, sã ofatos inverídicos também?
No DEM tem um agravante: tem gravação, chegaram a gravar gente cheirando dinheiro.

No mensalão do PT tinha uma lista na porta do banco com o registro dos políticos indo pegar a mesada…
Vamos pegar aquela denúncia contra o companheiro Silas Rondeau, que foi ministro das Minas e Energia.De onde se sustentaaquela reportagem dizendo que tinha dinheiro dentro daquele envelope? Como se pode condenar um cara por uma coisa que não era possível provar?

O sr.tem dito,em conversas reservadas, que quando terminar o governo, vai passar a limpo a história do mensalão. O que o sr. quer dizer?
Não é que vou passar a limpo, é que eu acho que tem coisa que tem de investigar. E eu quero investigar. Eu só não vou fazer isso enquanto eu for presidente da República. Mas, quando eu deixar a Presidência, eu quero saber de algumas coisas que eu não sei e que me pareceram muito estranhas ao longo do todo o processo.

Quem o traiu?
Quando eu deixar a Presidência, eu posso falar.

Porque é que o seu governo intercede em favor do governo do Irã?
Porque eu acho que essa coisa está mal resolvida.Eo Irã não é o Iraque e todos nós sabemos que a guerra do Iraque foi uma mentira montada em cima de umpaís que não tinha as armas químicas que diziam que ele tinha. A gente se esqueceu que o cara que fiscalizava as armas químicas era um brasileiro, o embaixador Maurício Bustani, que foi decapitado a pedido do governo americano, para que não dissesse que não havia armas químicas no Iraque.

O sr.continua achando que a Venezuela é uma democracia?
Eu acho que a Venezuela é uma democracia.

E o seu governo aqui é o quê?
É uma hiper-democracia. O meu governo é a essência da democracia.
Câmara  Municipal retorna aos trabalhos legislativos hoje
Após mais de dois meses de recesso, a Câmara Municipal de Severiano Melo retorna os trabalhos legislativos hoje(19).
A expectativa é que estajam presentes todos os Edis, além do Prefeito Municipal para a leitura da mensagem do Executivo. De Acordo com o Secretário de Comunicação e eventos, Hanne Bruno, que também é Vereador e que está afastado, o Prefeito Silvestre Monteiro estará presente à Sessão.
O Vereador João do PT espera que este ano seja produtivo no sentido de conseguirmos aprovar matérias que venham a ajudar a todos os munícipes de Severiano Melo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pesquisa IBOPE: Dilma sobe 8 pontos e Serra continua caindo

Pesquisa Ibope/Diário do Comércio, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e realizada entre os dias 6 a 9 deste mês, indica que a corrida à sucessão presidencial de outubro continua polarizada pelos pré-candidatos do PSDB e do PT, respectivamente o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Nessa mostra, Serra tem 36% das intenções de voto e Dilma 25%. Em terceiro lugar está o deputado federal Ciro Gomes (PSB) com 11%, seguido da senadora Marina Silva (PV) com 8%. O porcentual de votos brancos e nulos somou 11% e dos que disseram não saber em quem vai votar atingiu 9%.

A última pesquisa divulgada pelo Ibope foi no dia 7 de dezembro do ano passado. Na mostra, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Serra registrava 38% das intenções de voto, seguido de Dilma Rousseff com 17%, Ciro Gomes com 13% e Marina Silva com 6%. Naquela pesquisa, o porcentual de votos brancos e nulos atingiu 13% e dos que disseram não saber em quem votar ou não quiseram responder somou 12%.

No cenário sem Ciro Gomes, a pesquisa Ibope/Diário do Comércio aponta José Serra com 41%, Dilma Rousseff com 28%, Marina Silva com 10%, brancos e nulos 12% e não sabem ou não opinaram 9%.

Na simulação de um eventual segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff, o tucano lidera com 47% e Dilma registra 33%.

A maior rejeição apontada pela pesquisa é de Ciro Gomes, com 41%, seguido de Marina Silva com 39%, Dilma Rousseff com 35% e José Serra com 29%.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Globo esconde Dilma do noticiário


Um gari tirar uma candidata a presidente para dançar é notícia, no mínimo curiosa, em qualquer lugar do mundo, no entanto a TV Globo se recusou a levar a notícia ao ar, preferindo dar notícias sobre "celebridades" estrangeiras de menor importância para o interesse do brasileiro, como Paris Hilton, que estava ali em campanha promocional, sendo paga como garota propaganda de uma cervejaria.
A Rede Globo faz com Dilma Rousseff o que fazia com Brizola no passado: ela está sendo banida do noticiário (a não ser quando há notícias contra ela).
A Globo mostrou Madonna no carnaval do Rio e teve o descaramento de cortar das imagens a ministra Dilma, que passou o carnaval no mesmo camarote da cantora. Madonna foi ao ar nos noticiários locais RJTV, nos nacionais: Jornal Hoje, e Jornal Nacional, mas em todos eles a câmara da Globo cortou cenas onde a ministra Dilma apareceria. Me lembro de uma entrevista de Brizola em que ele usou uma metáfora para descrever a Globo: ele dizia que a Globo agia como se fosse uma concessão de linha de ônibus, que teria obrigação de transportar todos os passageiros, mas se recusava a transportar quem ela discriminava.
 Fonte: blog da Dilma http://www.dilma13.blogspot.com/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lula pede à população que aproveite o carnaval com responsabilidade

O presidente Lula aproveitou o programa de rádio, durante o carnaval, para falar sobre a viagem que fez à Goiânia, onde visitou a barragem que vai levar água à população da capital goiana e também entregou casas do programa Minha Casa, Minha Vida. Também falou sobre a festa mais popular do país, o carnaval. Pediu aos brasileiros que curtem a festa com responsabilidade, pensando que temos um ano inteiro pela frente.

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vejam entrevista do Deputado Estadual Fernando Mineiro(PT) ao "nominuto.com"

O PT virou "trintão"

Por Alisson Almeida
O Partido dos Trabalhadores, nascido no contexto da luta contra a ditadura militar, completa 30 anos com as atenções voltadas às próximas eleições.
Na última quarta-feira (10), o Partido dos Trabalhadores completou 30 anos de fundação. Desde aquele 10 de fevereiro de 1980 – quando sindicalistas, intelectuais de esquerda e religiosos ligados à Teologia da Libertação, reunidos no Colégio Sion (São Paulo), criaram a legenda – muita coisa mudou. O partido passou por uma espécie de lipoaspiração ideológica para se livrar da gordura sectarista e começou a jogar o jogo da chamada realpolitik.
Com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o partido começou a viver “a dor e a delícia” do poder. A “Era Lula” se aproxima do fim e o PT se prepara para outro embate cujo final é imprevisível: disputar a primeira eleição presidencial sem a presença de Lula como candidato. Ele é o maior ícone da agremiação e participou de todos os pleitos após a redemocratização do país.
A ungida do partido e do presidente Lula para a missão é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Militante histórica da esquerda, Dilma teve atuação destacada no combate ao regime de exceção, chegando, inclusive, a ser presa e torturada pela ditadura. Contra ela pesa a desconfiança da inexperiência eleitoral e o temor de que, uma vez na Presidência da República, seria apenas uma marionete de Lula.
Em entrevista ao Nominuto.com, o deputado estadual Fernando Mineiro – fundador do PT no Rio Grande do Norte – relembra, em tom saudosista, a trajetória do petismo brasileiro e potiguar, enumera as contribuições que o partido deu à democracia brasileira e reflete sobre o futuro da legenda e da esquerda.

Leia, a seguir, a íntegra da entrevista com Fernando Mineiro:

Nominuto: Deputado, como o senhor avalia a trajetória do PT nestes 30 anos de história?

Fernando Mineiro: Pois é, a partir deste ano o PT se torna uma instituição balzaquiana. Eu faço um balanço positivo da trajetória do PT. EU penso que se nós colocarmos na balança a nossa trajetória, analisando os nossos acertos e nossos erros – nós temos erros, qualquer instituição traz em seu conjunto de demandas erros também, com o PT não é diferente – vamos ter muito mais acertos que erros. Eu até tenho dito, escrevi um artigo dizendo que qualquer olhar honesto da história contemporânea brasileira verá as contribuições que o PT deu e vem dando à democracia no Brasil.

Nominuto: Quais seriam essas contribuições?

Fernando Mineiro: Eu acho que a coisa mais valorosa foi a incorporação de milhões de pessoas à cidadania política. Quem conhece minimamente a história contemporânea brasileira sabe que existe um divórcio entre partidos no geral e a sociedade. Boa parte da sociedade e as representações dos trabalhadores são alijadas da vida política. Então o PT representa a entrada de outros atores até então excluídos para a atividade política. Isso para mim é a maior contribuição. Ao ser uma política que incorpora esses atores o partido desenvolveu políticas públicas que modificou os executivos e os parlamentos brasileiros. Independente de quem goste ou não do PT, o modo petista de governar e legislar são realidades incorporadas ao estado brasileiro em muitos aspectos: os orçamentos participativos, os conselhos estaduais, a questão democrática, as políticas públicas, uma série de ações que são correntes na administração pública e certamente têm a participação do Partido dos Trabalhadores.

Nominuto: O PT chegou muito jovem ao poder e está há oito anos na Presidência da República. Havia uma desconfiança muito grande sobre a capacidade de o partido administrar o país, principalmente com uma liderança como Lula, que veio do movimento sindical e não tinha formação universitária. O partido superou essa desconfiança?

Fernando Mineiro: Você percebeu que todos os prognósticos negativos contra o PT não se realizaram? Nesses dias eu tenho analisado a história do PT, tenho visto as fotografias, as matérias... eu tenho isto isso... o surgimento do PT, as críticas eram que o partido não iria se viabilizar. Diziam ‘é, esse partido não vai da certo, um partido feito só de trabalhadores, intelectuais, isso é coisa de universitário’... Hoje o partido é uma realidade, tem mais de um milhão de filiados no Brasil. Também o prognóstico de que o governo Lula iria fracassar. Eu estive na posse do presidente Lula em janeiro de 2003. Você pode olhar na Internet pra ver que não estou mentindo. Todas as revistas e todos os grandes jornais do Brasil, naquele 1º de janeiro, noticiaram assim a posse: ‘mas’, sempre tinha um ‘mas’. ‘mas o governo não vai ter maioria’, ‘mas o governo é incompetente’, ‘mas o governo não vai ter representatividade internacional’, ‘mas o PT não sabe administrar’... Um monte de ‘mas’. Todos os ‘mas’, caíram. O governo do presidente Lula é respeitado internacionalmente, é só ver os prêmios que o presidente Lula tem recebido. O governo do presidente Lula não é só do PT, mas de um conjunto de forças aliadas, um governo de coalizão, o governo do presidente Lula fez transformações econômicas e sociais no Brasil. É por isso que eu digo que temos motivos, termos o que comemorar, temos razão pra ter orgulho em relação a isso e humildade pra reconhecer as dificuldades e os limites. Eu me sinto muito orgulho de ser fundador do PT, participar desse processo e acho que o PT é um grande partido, tem passado, tem presente e tem futuro.

Nominuto: O PT se prepara para viver o “pós-Lula”. Vai ser a primeira eleição presidencial em que o presidente não participa como candidato, desde a redemocratização. O partido está preparado para viver essa nova fase?

Fernando Mineiro: Não é só o PT que vai viver uma eleição presidencial sem o Lula. A sociedade brasileira vai viver isso. O Lula sempre participou de forma marcante como candidato. Agora se engana quem acha que o Lula não vai estar presente. Não vai estar presente como candidato, mas vai estar presente como principal coordenador desse processo...

Nominuto: Como cabo eleitoral...

Fernando Mineiro: Aí não, ele já é um general. Cabo eleitoral sou eu (risos). Ele é general. Patente máxima. Ele vai ser o coordenador desse processo, vai coordenar sua sucessão, vai influir nessa questão. É muito legal a gente viver o oitavo ano do presidente Lula, o fim do governo do presidente Lula com os 30 anos do PT. O PT está maduro, sim, pra passar essa era “pós-Lula”. O Lula vai estar sempre presente na vida do PT. Não vai ta o presidente, mai vai estar presente.

Nominuto: Qual seria o papel do presidente Lula num eventual governo Dilma Rousseff?

Fernando Mineiro: Na minha opinião, primeiro de grande torcedor, como ele gosta de dizer. Eu acho que ele vai torcer para o governo mais que para o Corinthians. Eu acho também que como conselheiro. O Lula tem uma experiência muito grande, ele mesmo tem dito isso, que quer ajudar, contribuir. O presidente Lula está intrinsecamente ligado à história das lutas políticas no Brasil. Ele não vai pendurar as chuteiras da política. A nossa geração não vai conhecer um cidadão político como o Lula, pode vir num outro período histórico, mas agora não. Pela singularidade, pela origem, pela capacidade. Eu acho que o Lula é uma pessoa muito especial neste sentido. A marca do presidente Lula é a capacidade de ouvir, negociar, convencer e conviver com os contrários. Quem conhece a história do Lula antes de ser presidente, no movimento sindical, sabe disso. Ele era o grande negociador e só é negociador quem escuta, só convence porque incorpora posições, não tem idéia fixa.

Nominuto: A ministra Dilma representa bem o ideário do PT e está pronta para levar adiante o projeto iniciado pelo presidente Lula?

Fernando Mineiro: Primeiro, preparadíssima. Ela representa, sim, o ideário do PT e está preparadíssima. Até porque, vamos entender aqui, ela é a responsável, em grande parte, pelo sucesso do presidente Lula. Ela coordena a área de projetos, ações, a área de governo. Então, o Lula determina as orientações e quem executa é ela. Mais que preparada: pela história que a Dilma tem, uma mulher de luta, em momentos cruciais da ditadura brasileira não teve medo de qualquer a própria vida em risco para lutar contra... Então isso é uma coisa muito boa. Eu acho que o Brasil ganha muito com o pós-Lula experimentar por uma mulher. Olha só que avanço. Mas não é qualquer mulher: é uma mulher como a Dilma. Olha só que fantástico, quem conhece a história do Brasil, você ter um presidente com o perfil do presidente Lula e um período com uma mulher como a Dilma, Isso é um avanço político, civilizatório, sem precedentes. É por isso que eu disse: a maior contribuição, pra mim, é incorporar à cidadania política milhões de pessoas. A melhor tradução disso é o presidente Lula.

Nominuto: O PT vem crescendo desde a fundação, conquistando prefeituras e governos importantes. Com a chegada de Lula ao poder o crescimento se deu de forma mais rápida. Mas parece que no Rio Grande do Norte houve um movimento contrário e o PT encolheu. O senhor concorda que o PT do RN tem dificuldades para crescer?

Fernando Mineiro: Há uma imensa dificuldade. Mas não acho que é um movimento contrário. Veja só: tem alguns estados, entre eles o Rio Grande do Norte – poderia citar Alagoas, Tocantins, alguns estados –, que pelas características históricas, políticas, culturais a inserção do PT é muito mais difícil. Então, eu acho que há duas vertentes aí: uma decorrente das nossas posições; posições que a gente adotou, caminhos que escolhemos e, por isso, sofremos as conseqüências para o bem e para o mal; a outra é pela própria especificidade política do estado. Eu tenho dito que aqui as elites dominantes tradicionais têm uma capacidade muito grande de se reciclar e se renovar. Elas incorporaram muitas bandeiras que são patrimônio da esquerda. Isso dificulta. Não to dizendo que nós não erramos. Erramos muito, principalmente m 2008, não pela aliança, mas a forma como foi feita, a maneira como trabalhamos, adotamos a tática errada na proporcional, perdemos representação. Você pega as maiores cidades, Parnamirim e Mossoró, tem uma dificuldade. A polarização entre as próprias elites dominantes que se reproduzem, se renovam, se dividem para continuar no poder, dificulta a entrada do PT. Não é só um problema do PT. Os outros partido com perfil de esquerda também não crescem. O PCdoB ficou um tempão sem vereador, não tem representação na Assembleia Legislativa. É difícil fazer política de esquerda aqui.

Nominuto: Qual o tamanho do PT no RN?

Fernando Mineiro: O PT tem, em termos de representatividade institucional, quatro prefeitos (Janduís, Parelhas, Antônio Martins e Ipanguassu), 10 vice-prefeitos... temos o vice-prefeito de Caicó... Temos 52 vereadores no estado, o meu mandato na Assembleia Legislativa e o mandato da Fátima Bezerra de deputada federal. Além disso, tem a militância em todos os movimentos sociais, movimento sindical, urbano e rural, nas ONGs, na Academia. O petismo é espalhado, não é só a questão da representação institucional. O PT tem representatividade político-social na área da cultura, no meio ambiente, no movimento de mulheres, no movimento da juventude. Isso aí se traduziu em volume de votos nas eleições? Ainda não. Isso aí se traduziu em renovação das nossas preferências? Não. É preciso traduzir.

Nominuto: Voltando à história da fundação do partido, como se deu esse processo no Rio Grande do Norte?

Fernando Mineiro: Na verdade, a formação do PT no Rio Grande do Norte acompanhou a formação do PT nacional. No mesmo momento em que estava acontecendo lá, o Rio Grande do Norte começava também. O PT do RN foi formado por militantes de esquerda, militantes da Igreja Católica, professores, funcionários e estudantes da Universidade Federal. Eu entrei nessa parcela de estudantes. Era estudante à época, participava do movimento estudantil da universidade, era da direção do DCE e nós participamos desse processo. O PT é um grande rio com um conjunto de afluentes, cada um trazendo a sua contribuição.

Nominuto: Além da disputa nacional, temos aí a sucessão estadual, com o apoio do PT sendo bastante disputado pelas duas pré-candidaturas da base governista. Como o PT vai se comportar e qual a análise que o senhor faz desse processo eleitoral?

Fernando Mineiro: Eu acho que, a exemplo do cenário nacional, aqui também teremos uma polarização entre um conjunto de forças vinculadas aos setores mais conservadores – aí entra a candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) vinculada à campanha nacional – e as forças políticas que dão sustentação ao governo do PSB, ao governo Wilma de Faria. Nós respeitamos a candidatura do PDT, quem tem sua legitimidade, mas o PT tirou uma resolução unânime. A aliança preferencial é com o PSB e com a candidatura Iberê, respeitando a candidatura [do ex-prefeito de Natal] Carlos Eduardo Alves (PDT). A deliberação é essa, ipsis literis. Participamos do governo [estadual] e temos como candidatura preferencial o PSB. Ponto dois: o PT vai se somar a esforços no sentido de unificar essa base. O PT tem um caminho definido em relação a isso, preferencial. Por que a palavra preferencial aí? Porque entendemos que a candidatura que tem condições de disputar e avançar é a de Iberê. Por que não é definitivo? Porque é preciso oficializar no congresso estadual do partido, em março ou abril. A formalização é no congresso. Nós temos a discussão sobre a questão nacional. Queremos o compromisso com a candidatura Dilma, assim como a questão do senado. Mas não tem nenhuma dubiedade, nenhum jogo duplo, nossa posição é muito clara. Ninguém no PT propôs o apoio à candidatura [do ex-prefeito de Natal] Carlos Eduardo Alves. Não existe esse debate dentro do PT.

Fonte: http://www.nominuto.com/noticias/politica/o-pt-virou-trintao/47233/

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Médico Ruy Pereira morre em acidente de carro

Do Jornal doCommercio

O secretário de Educação do Rio Grande do Norte, Ruy Pereira dos Santos, 60 anos, morreu na noite desta quinta-feira em um acidente no quilômetro 34 da BR-101, na altura do município de Igarassu, no Grande Recife. O veículo de Pereira, uma Tracker de placa NNK-5917, dirigido pelo motorista Francisco Canindé da Silva, 59, bateu na lateral de um caminhão Volkswagem, de placa KHZ-8069. Pereira viajava para o Recife, onde passaria o Carnaval com a família. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do secretário, que dirigia em alta velocidade, deslizou pelo acostamento. Ao tentar retornar para a pista, acabou passando para a contramão e se chocou transversalmente com o caminhão. Canindé teve apenas ferimentos leves e está no Hospital Miguel Arraes.
Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), Ruy Pereira era secretário estadual de Educação e Cultura desde 2008. O médico sanitarista – pós-graduado em Planejamento Estratégico pela Fundação Oswaldo Cruz e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – também foi secretário estadual de Saúde em 2005 e 2006, na primeira gestão da governadora Wilma de Faria (PSB). O nome de Pereira era dado como certo para permanecer no futuro governo do atual vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), a partir do mês de abril. Pereira chegou a ser candidato a governador na eleição vencida por Wilma.
Antes de fazer parte do governo de Wilma de Faria, a quem era muito ligado, ele foi prefeito do município de Serra Negra do Norte, a 303 quilômetros de Natal, na microrregião do Seridó, entre os anos de 1997 e 2001. Pereira também exerceu funções no Ministério da Saúde (MS) e era irmão do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, e do ex-vereador Fernando Lucena. Ruy Pereira deixa esposa e três filhos.
O corpo do político será sepultado no Cemitério Parque das Flores, em horário ainda não confirmado.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Já enviei para todos os meus contatos. Agora mando para todos os meus leitores!

O BBB 10 e a falta de valores


PARA NOSSA REFLEXÃO……………………


BIG BROTHER BRASIL
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.


Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.




Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.



Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.



Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.


Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.


O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.



Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.



Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.



Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro

Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.



Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.



Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem, a baixeza:

Um cenário sub-humano.



A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.



Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial

O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.



Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.



É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina:

Nesse mar de palhaçadas.



Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.


A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.



E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.



E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ninguém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.



E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.



A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.



Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.



Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?



Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…



FIM

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dirigente do PT de Severiano Melo prestigiou posse do novo diretório estadual do PT.
No último sábado, 6, o dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Severiano Melo, o vereador João do PT participou da posse do novo Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte. Onde na oportunidade aconteceu a solenidade de posse do presidente do PT/RN, Eraldo Paiva e do presidente do PT/Natal, Fernando Lucena. ”Foi um evento bastante participativo com a presença de petistas de todo Estado”, avaliou João do PT.
O evento aconteceu às 9h, com um café da manhã para os petistas potiguares, no Liceu das Artes, localizado no Núcleo Avançado do IFRN, na Avenida Rio Branco. Vereadores, vice-prefeitos, prefeitos do PT no Estado estiveram prestigiando o evento, como também a deputada federal Fátima Bezerra, o Deputado estadual Fernando Mineiro, além do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) e o ex-prefeito Carlos Eduardo.
Já na parte da tarde, foi realizada a primeira reunião do Diretório, onde foi feita uma análise política do quadro eleitoral e discutido a tática do partido para 2010, dando início às discussões sobre o processo eleitoral deste ano, que tem como prioridade a eleição da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lideranças do PT do Médio Oeste prestigiaram posse do PT.
No último sábado, 6, várias lideranças dos movimentos sociais e do Partido dos Trabalhadores (PT) do médio oeste prestigiaram o evento de posse do novo Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte.
Entre as lideranças petistas compareceram, Raimundo Canuto (Vereador em Janduis, Hildebrando Rocha (Presidente do PT em Campo Grande), João do PT (Vereador em Severiano Melo), Pôla Pinto, (vereador em Messias Targino) vereador Braga de Janduís, Jailson Morais da FUP, Cleilson Carlos do PC do B de Almino Afonso entre outras lideranças da região.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Presidente Lula destaca que fábrica de chips é um divisor na história da inovação no Brasil
Na edição do programa Café com o Presidente desta segunda-feira, o presidente Lula destacou que até o final do seu governo serão entregues 354 escolas técnicas. O presidente Lula também fez um balanço da sua ida a Porto Alegre, para a inauguração do Centro de Nacional em Tecnologia Avançada (Ceitec), onde vai funcionar a primeira fábrica de chips da América Latina. A fábrica é um divisor na história da inovação, e vai colocar o país em condições de disputar um mercado altamente qualificado.

Para ouvir clique Aqui e mande abrir
VOCE VOTARIA NO CANDIDATO DO PRESIDENTE LULA EM 2010? O ESTADÃO JÁ SABE A RESPOSTA.

VOTE Aqui

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O dia em que a Filarmônica encontrou Carlos Gomes
Maria Betânia Monteiro repórter
Um vasto acervo contendo livros, coleções de revistas especializadas em instrumentos de metal, CDs, Vinis, DVDs, fitas K7, partituras, recitais dentre outros materiais indispensáveis para a formação musical estão sendo doados para a Filarmônica de Cruzeta. A doação está sendo feita pelo trompista Carlos Gomes, musicista que ganhou espaço no cenário nacional ao ser descoberto na Bahia pelo imortal Heitor Villa Lobos.

João Maria Alves
Filarmônica de Cruzeta é um dos mais bem-sucedidos projetos de profissionalização pela música
A doação aconteceu como resultado de um encontro promovido na redação deste jornal entre o Maestro da Filarmônica de Cruzeta, Bembém Dantas e o trompista Carlos Gomes. Inicialmente houve uma conversa por telefone entre ambos. Eles marcaram o encontro para acontecer durante a apresentação da Filarmônica de Cruzeta na cidade de Parelhas, em 11 de janeiro. “Falei para um colega, que meu maior sonho era conhecer a Filarmônica de Cruzeta. Foi assim que cheguei ao jornal. O maestro Bembém disse que mandaria um carro vir me buscar”, relatou Carlos Gomes, ainda contagiado pela alegria do encontro. “Não fizemos a recepção que Carlos Gomes merecia, mas demos todo o calor humano, que é o que de fato importa a um músico. Passamos três dias conversando direto. Falamos sobre planos, sobre o projeto de criar uma escola de música na região do Seridó, alunos e etc.” Lembrou Bembém, que não escondia a admiração e a satisfação de ter conhecido o trompista Carlos Gomes.
O musicista Carlos Gomes teve a ideia de doar todo o seu acervo assim que conheceu de perto a Filarmônica de Cruzeta e o projeto Bandas Filarmônicas da Juventude Solidária, que atende cerca de 4.200 jovens em todo o Estado. “Vim para Natal passear, já que havia me aposentado. Minha filha mora aqui. Apesar da experiência que tenho com a música, não vi a possibilidade de contribuir, preferi ficar na posição de espectador”, declarou Carlos Gomes que veio a este jornal divulgar a doação, por sugestão do mastro de Cruzeta. “Eu já estava com a intenção de doar o acervo. Pensei em algumas escolas de música, mas achei que teria um maior aproveitamento em Cruzeta”, explicou Carlos Gomes. “Meu acervo compõe tudo o que um trompista precisa para a sua formação”, completa o musicista. “Um material que qualquer universidade de musica tem que ter”, comclui o Maestro Bembém.
A Filarmônica 24 de Outubro, nome dado em homenagem a fundação da cidade de Cruzeta, foi apresentada ao público em 1986. O projeto da Filarmônica volta-se para formação de crianças e jovens, utilizando a música como veiculo de inclusão e agente de transformação pessoal e social, dando a eles a oportunidade de exercerem diferentes papéis na sociedade. “Os músicos da escola da Filarmônica de Cruzeta recebem a oportunidade de trilhar caminhos diferentes dos reservados aos jovens da região do Seridó. Temos no mundo inteiro alunos que passaram pela escola da Filarmônica”, declara Bembém. Uma qualidade que é atestada por Carlos Gomes. “A empolgação dos músicos é uma característica muito interessante da Filarmônica de Cruzeta. A concentração e a desenvoltura daqueles jovens são equivalentes as dos músicos da Europa. A gente nota que o musico brasileiro é muito acanhado. Os de Cruzeta são bem diferentes”, afirmou Gomes.


A um passo da escola de música do Seridó
A doação do acervo será o início da concretização de dois sonhos: a do trompista Carlos Gomes, de continuar colaborando para a construção de uma música brasileira de qualidade e a do visionário, porém pragmático, maestro Bembém, que deseja construir uma escola de música para atender aos jovens da região do Seridó. “Todos sabem que sonho em ampliar o projeto da Filarmônica e criar uma escola de música, com critérios acadêmicos, que abranja toda a região do Seridó”, contou Bembém, que também falou da importância da presença do musicista Carlos Gomes. “Queremos travar parcerias importantes. Isso facilita o crescimento. Além disso, um homem com uma vivência musical como a de Gomes, reconhecer um projeto do sertão do Rio Grande de Norte é significativo demais”, finalizou o maestro Bembém.