domingo, 28 de março de 2010

João do PT aniversaria hoje

O sindicalista João do PT está aniversariando hoje, 28 de março de 2010.

O blog deseja muita paz e felicidades e que continue nesta luta em favor da humanidade. 

sexta-feira, 19 de março de 2010

ASERDEC recebeu alimentos para distribuir com alunos da Banda Filarmônica

Hoje o presidente da ASERDEC, João Batista recebeu da Associação Sinhá Moça, da cidade de Itaú, castanha de cajú beneficiada para ser distribuída para alunos que frequentam as aulas de iniciação musical no Projeto da Banda Filarmônica da Juventude de Severiano Melo.

O alimento foi adquirido através da parceria que existe entre a Associação Sinhá Moça que produz e comercializa através do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos da CONAB e a ASERDEC.

O PAA é um programa do governo federal que possibilita aos agricultores familiares venderem a sua produção respeitando as diretrizes do comercio justo e solidário, visto que a CONAB só compra alimentos de agricultores familiares que estejam organizados em associações.

Além da ASERDEC, a Sinhá Moça entregou castanha para a AAFI – Associação dos Agricultores e Agricultoras Familiares da Ipoeira, para o PETI, para o Pró-Jovem, para CCI e para o CRAS.

A distribuição do alimento da ASERDEC será distribuído na próxima semana, u,a vez que tem que ser feito um cadastro de todas as famílias que serão contempaldas com o benefício.
ASERDEC realiza reunião com pais de alunos de música


Foi realizada na quarta feira, 17, uma reunião da diretoria da ASERDEC – Associação Severianense recreativa de Desporto e Cultura, com o Maestro Aglailson França e com pais e mães de alunos do curso de música oferecido pela Associação através do Projeto Banda Filarmônica da Juventude Solidária de severiano Melo.

Na ocasião o maestro Aglailson França fez uma longa explanação acerca das questões realtivas aos conhecimentos da linguagem musical, além de solicitar integração e apoio dos pais e mães presentes nop sentido de incentivarem os filhos a participarem efetivamente do curso de iniciação musical. O maestro ainda enfocou o compromisso que tem com a comunidade. “Vim de terras muito distantes para dar o melhor de mim, e acima de tudo, aprender com a cultura de voces, que diga-se de passagem, é muito rica”, comentou Aglailson.

O Maestro agradeceu a diretoria da ASERDEC por tê-lo convidado a assumir uma missão tão importante em sua vida. “Não posso deixar de agradecer a diretoria da ASERDEC, especialmente o Presidente João do PT, que foi quem primeiro manteve contato comigo e me convidou para vir fazer este trabalho aqui neste municipio”, frizou Aglailson.

Ficou encaminhado que será feita outra reunião, desta feita, para apresentar o projeto para toda a comunidade severianense, onde estarão presentes, além dos munícipes, o Secretário de Estado da SETHAS, Gercino Saraiva assim como Bembém Dantas, que é o consultor do Projeto no PDS e o técnico que elaborou o projeto, Giusélio Lobato.
Inscrições para a Filarmônica de Severiano Melo superaram as expectativas


A Filarmônica da Juventude Solidária de Severiano Melo inscreveu em torno de 140 alunos para participarem das aulas teóricas de música. Alunos de 08 a 18 anos de todas as escolas do município, além do PETI e Pró-Jovem estão inscritos.

De acordo com o Maestro Aglailson França, a procura superou as expectativas, e o que se espera é que o interese pela arte musical faça parte da vida de todos os severianenses, visto que o projeto contempla toda a família do músico.

Aglailson ainda comenta que serão formados um coral infantil, um coral de flautas doce e a filarmônica. O prazo para a execusão dessas atividades é de seis meses.
A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceu em março deste ano e bateu seu recorde, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira. O governo Lula foi avaliado de forma positiva por 75% dos brasileiros, contra 72% que manifestaram a mesma posição em novembro de 2009. Outros 19% avaliaram o governo Lula como regular, e 5% como ruim ou péssimo.
A aprovação pessoal do presidente Lula se manteve estável em 83%. Este mês, 13% disseram desaprovar o governo Lula, e 4% não sabem ou não quiserem responder.
Para o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), o crescimento da avaliação positiva do governo é uma sinalização de que o povo brasileiro se identifica claramente com as ações do governo Lula e com a melhora da sua qualidade de vida. "E mais que isso, revela que a população rejeita a campanha de baixo nível e de agressões que a oposição está promovendo. A oposição e setores da mídia estão sendo devidamente desconsideradas e desmoralizadas pela população brasileira", afirmou.
Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 49% consideram que o segundo é melhor que o anterior.
Outros 40% consideram igual, e 9% dizem que o segundo é pior que o primeiro.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 6 e 10 de março, em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Blogueiro do Portal Popular poderá ser indiciado por publicar comentário inverídico


No último dia 12, o blogueiro de Severiano Melo, Vereador Gilson Carvalho, publicou em seu Blog a materia ”Leitor do Portal Popular aponta indícios de ilegalidade no processo administrativo de Severiano Melo” , onde o mesmo reproduziu um comentário inverídico do referido leitor. Digo inverídico, porque tive o cuidado de investigar a propriedade da empresa ganhadora do certame e constatei que a mesma não é de nenhum irmão do Prefeito Silvestre Monteiro.

Chamo a atenção do Blogueiro para que não publique comentários dessa natureza, especialmente quando não tiveres feito uma investigação pessoal, pois atitudes como essas, poderão acarretar sérios problemas futuros, inclusive jurídicos.

Quem não se lembra do Blogueiro do Ceará Emilio Moreno da Silva Neto, estudante de jornalismo que foi condenado a pagar uma indenização de R$ 16.000,00 por conta de um comentário danoso em seu Blog há pouco tempo atrás?

A matéria publicada no Blog causou repercussão diversa, pois um comentarista que não teve a coragem de se identificar, e apenas usou o pseudônimo de oestern , instiga o blogueiro se utilizando de dois artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal, o 49 e o 73, onde versam sobre a disponibilidade das contas públicas e o direito de consulta por parte de qualquer cidadão ou instituição do municipio, respectivamente. Neste aspecto, concordo plenamente com o comentarista anônimo, porém, lembro que se o referido comentarista questriona a falta de disponibilidade das contas municipais, o mesmo deve enviar requerimento oficial à Administração solicitando as referidas contas para sua análise, conforme assegura a Lei 101.

Outro comentarista identificado apenas como abcdefgh coloca que o blogueiro pode se prejudicar quando diz: “Se eu fosse um dos representantes legais da empresa ou fizesse parte da equipe que trabalha nesse setor da administração municipal já estaria providenciando as medidas judiciais cabíveis”

Diante do exposto, resta-me advertir o blogueiro Gilson para a publicação de determinados comentários, principalmente aqueles que são anônimos, pois em uma hora dessas o mesmo poderá até ser indiciado.

sábado, 13 de março de 2010

AGRIPINO MAIA ELOGIA LULA!!!

Deputada: Agripino elogia com oportunismo político-eleitoral

Eliano Jorge
Em ano eleitoral, até elogio é visto com desconfiança. A deputada federal Fátima Bezerra, do PT, por exemplo, reagiu contra um "aliado" repentino. Até aceitou o afago que considera tardio, mas não deixou de tachar de oportunista o antigo adversário da política potiguar, José Agripino Maia, líder do Democratas no Senado.
Em conversa com Terra Magazine, ela comentou a entrevista do rival ao Jornal 96, da rádio 96 FM, de Natal, nesta sexta-feira, 12. "O senador está sendo obrigado a reconhecer o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral", bradou. Ao escutar as loas de Agripino, a parlamentar estranhou: "A notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo".
Para ela, o democrata evita manter os ataques ao governo federal para não se desgastar com o eleitorado potiguar, que registraria alta aprovação ao presidente da República. "Ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o 'Bolsa Família', o 'Minha Casa, Minha Vida', o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil", reproduziu.
Sua memória não foi capaz de recuperar comportamento parecido. "É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula", afirmou. "O que não faz o medo de perder uma eleição?", ironizou.
Confira a entrevista.Terra Magazine - Como a senhora viu essa mudança de posição do senador Agripino Maia?
Fátima Bezerra - Primeiro, é o reconhecimento. O senador está sendo obrigado a reconhecer, como está a maioria do povo brasileiro e como está a maioria da população norte-rio-grandense, o bom governo que o presidente Lula vem fazendo. Agora, a atitude do senador a estas alturas - eu sou muito sincera - está impregnada de oportunismo político-eleitoral.
Por quê?
José Agripino passou os oito anos, no Congresso Nacional, fazendo aquela oposição raivosa, berrando contra o governo Lula, contra tudo o que o governo Lula fez ao longo destes oito anos. E agora ele vem, de público, dizer que o governo Lula tem muito mais acertos do que erros. Mesmo sendo uma atitude impregnada de oportunismo político-eleitoral, antes tarde do que nunca.
A senhora lembra de algum ponto específico de contradição?
Que eu saiba, durante os oito anos, a própria imprensa nacional acompanhou muito bem isso. É a coisa mais rara do mundo, eu não tenho lembrança de ter visto o senador na tribuna do Senado fazendo algum elogio ao governo Lula. De maneira nenhuma. Muito pelo contrário. Claro que a oposição tem que fazer o papel dela, mas a notoriedade que o senador ganhou na mídia, nestes oito anos, foi em função exatamente da oposição raivosa que fez ao governo do presidente Lula, de forma até caluniosa e tudo. Bateu fortemente, nunca vi reconhecer os acertos do governo Lula. Quando é agora, na disputa político-eleitoral, ele vem dizer que o governo Lula tem mais acertos do que erros. O que não faz o medo de perder uma eleição?
Qual é a estratégia do senador ao mudar de posição, visando às eleições?
O presidente Lula aqui, como no resto do País, meu querido, tem mais de 70% de aprovação. Claro que o quadro aqui está definido, segue a mesma lógica nacional. O DEM aqui está junto com o PSDB, são os nossos principais adversários no plano local. A candidata a governadora deles é a senadora Rosalba Ciarlini, do DEM.
Para ficar claro, então, a senhora acredita que o senador Agripino elogia o presidente Lula para não perder votos no Rio Grande do Norte?Mas é claro que, sim, meu querido. É a conclusão mais plausível que todos nós temos. O presidente, com a popularidade que ele tem em todo o País e aqui... Todas as pesquisas de opinião feitas no Rio Grande do Norte atestam a aprovação recorde de seu governo bem como a aprovação ao próprio presidente Lula. É por isso que a atitude dele (Agripino) tem muito do senso do oportunismo político-eleitoral.
A senhora escutou a entrevista em que ele muda de posição?
Escutei parte dela. O repórter perguntou sobre o governo Lula, que os comentários é que ele (Agripino) já tinha começado a baixar o tom no Congresso Nacional, e, à medida em que a eleição se aproximava, como ele via. Foi aí que ele disse claramente que o governo Lula tinha mais acertos do que erros. Citou o "Bolsa Família", o "Minha Casa, Minha Vida", o aumento do salário mínimo, reconheceu que o governo Lula tem sido bom para o Brasil. Essa é a contradição. Mas, como eu disse, antes tarde do que nunca.
Terra Magazine

quarta-feira, 10 de março de 2010

João do PT visitou turma do MOVA-Brasil

O sindicalista e mobilizador social, João do PT, visitou na noite de ontem, a turma de alfabetização do Projeto MOVA-Brasil na comunidade Boa Vista. Na oportunidade estavam presentes mais de vinte educandos e educandas, além do Monitor Benedito carlos, que ouviram atentamente as colocações do parceiro do MOVA-Brasil.
João fez uma ampla exposição sobre o Projeto, suas parcerias e perspectivas. Além deste tema, João ainda teceu comentários acerca da conjuntura política por que passa o nosso País e a necessidade de transformação social existente em nosso município.
Para coroar a visita, João explicou a importância da organização social e conclamou a todos os presentes a se organizarem e fundarem uma Associação na comunidade. De acordo com João, os presentes se mostraram interessados e ficou deliberado que se reunirão depois para o ato oficial de fundação.

terça-feira, 9 de março de 2010

Escola de música já é uma realidade em Severiano Melo


Hoje, 09 de março de 2010, estudantes de Severiano Melo foram presenteados com a primeira aula de teoria musical. Isto foi possível, graças a implementação do Projeto da Banda Filarmônica da Juventude Solidária de Severiano Melo. Projeto este, financiado pelo Banco Mundial, em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Prefeitura Municipal de Severiano Melo e ASERDEC – Associação Severianense Recreativa de Desporto e Cultura.

Para o Presidente da ASERDEC, Sr. João Batista, mais de 120 crianças de 08 a 18 anos de idade se inscreveram para participarem do projeto, onde foram contemplados alunos das redes estadual, municipal e particular de ensino, de ambos os sexos, sendo eles, da zona urbana e rural do municipio. Todos os matriculados receberão conhecimentos teóricos de música e depois participarão da orquestra de flauta doce. Os que tiverem mais aptidão, serão incluídos na Banda Filarmônica.

De acordo com o Regente Aglailson França, a perspectiva de termos uma banda pronta para uma tocata é de seis meses, visto que nos primeiros dois meses, apenas a teoria será repassada para os músicos. A partir do terceiro mês, teremos os exercícios com flauta doce, e só apartir do quinto mês é que estarão prontos para exercitar música nos instrumentos profissionais da filarmônica.

João ainda comenta que as chances de termos uma banda de qualidade são muito altas, visto que o profissional contratado para a regencia é de altíssimo nível, além de se mostrar comprometido com a tranformação social do nosso município. “Aglailson veio de Minas Gerais, onde deixou um emprego efetivo, porque acredita no trabalho de base que temos intenção de realizar. Como temos uma vivência de movimento social efetiva, entendemos ser este tipo de profissional que a ASERDEC necessitava para ajudar no desenvolvimento social de nosso município”, diz João Batista. E conclui: "este presente nós temos que agradecer a todos que acreditaram, lutaram e contribuiram para a sua realização".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Viva as mulheres!
Por Jussara Seixas, adaptado por João do PT

As mulheres fazem toda a diferença. Sem a mulher o mundo não existiria, e o mundo é muito melhor com as mulheres. O mundo com as mulheres é muito mais humano, as mulheres protegem, transmitem segurança, confiança. As mulheres são sábias, são dotadas de um sexto sentido aguçado, são inteligentes, perspicazes, amorosas, sabem ser enérgicas quando necessário. As mulheres são batalhadoras, pacientes, sabem como vencer uma batalha, sabem se fazer respeitar sem perder a ternura jamais. Mas infelizmente o machismo ainda existe, ainda existe o preconceito contra as mulheres. Será que não passa pela cabeça dos machistas, preconceituosos que eles só existem porque existem as mulheres? Mulheres já mudaram o mundo, já lutaram nas guerras, enfrentaram revoluções, já foram torturadas e mortas em ditaduras. Mulheres já foram queimadas na Santa Inquisição da Igreja Católica. Mulheres foram e são governantes, presidentas, ministras de estado, governadoras, prefeitas, senadoras, deputadas, líderes. Mulheres foram e são revolucionárias, pensadoras, filósofas, camponesas, educadoras, mestres, doutoras, juízas, escritoras, poetisas, artistas, mães. Muitas mulheres encantaram o mundo por sua determinação, garra e sucesso no que se propuseram a fazer. São mulheres invejadas pelos homens, mulheres de fibra, que enfrentaram e enfrentam o preconceito, seguem lutando pelos seus ideais até alcançá-los. Muitas mulheres entraram para a história do mundo como grandes heroínas, que mudaram a história de civilizações para muito melhor. Hoje, 8 de março, é o dia Internacional da Mulher. Desejamos sucesso para todas as mulheres do mundo. O sucesso que faz a diferença para um mundo muito melhor. Está na hora de as mulheres brasileiras elegerem uma mulher para presidenta do Brasil, e já temos uma candidata fantástica, a ministra Dilma Rousseff!

Viva as mulheres!

sábado, 6 de março de 2010

O efeito Lula

Mauricio Dias
Não há mais como duvidar da capacidade do presidente Lula de multiplicar votos. Isso é efeito inegável dos elevados índices de aprovação do governo e de popularidade do presidente.
As pesquisas recentes mostram o crescimento veloz e consistente da ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência. O eventual candidato tucano ainda vê a adversária pelo retrovisor, mas Dilma já está no vácuo de José Serra.
Nada é imutável na dinâmica do processo eleitoral. E se o desejo da oposição era de que o apoio da população a Lula não oxigenasse a candidatura de Dilma, deve, agora, torcer para que isso não continue e, se possível, se desfaça.
Eis, porém, o resultado de pesquisa realizada na Baixada Fluminense (RJ), até então mantido sob reserva, feita pelo Instituto Mapear entre os dias 23 e 29 de janeiro. Foram ouvidos 1,4 mil eleitores. A margem de erro é de 2,6%. Todo o trabalho foi orientado e coordenado pelo estatístico Sergio Ribeiro dos Santos.
O instituto definiu 11 municípios mais populosos da região. Eles reúnem cerca de 2,4 milhões de eleitores. Quase 25% do eleitorado total do estado do Rio.
Quando o eleitor escolhe em quem vai votar (Dilma, Serra, Ciro ou Marina), surge um empate numérico entre Dilma e Serra: 26,9% contra 26,3%.
Após isso, o eleitor respondeu à seguinte questão: “O presidente Lula decidiu apoiar uma candidata do seu partido, o PT, chamada Dilma, para concorrer como sua sucessora. O(a) senhor(a) sabia ou não sabia disso?”
Dilma, candidata de Lula, é conhecida por 51% do eleitorado. Entretanto, 48,7% – quase a metade – não sabia.
A segunda tabela mostra um resultado diferente. A pergunta é feita colando o nome de Dilma ao de Lula. Ela salta para 42,4%. Serra perde 5%, aproximadamente. Ela agrega indecisos, demovidos pelo vínculo com Lula.
Em Nova Iguaçu, cujo prefeito é Lindberg Farias, do PT, o porcentual de Dilma cresce cerca de 12 pontos, quando o nome é associado a Lula. Curiosamente, em Duque de Caxias, governada pelo tucano Zito, é onde Dilma põe a maior frente sobre Serra.
Não há teoria social que explique como os votos se transferem do criador para a criatura. Só é possível invocar uma evidência óbvia: o mau -administrador não faz o sucessor. Isso aconteceu em 2002, quando Serra era a criatura de FHC.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Severiano Melo terá banda filarmônica


O Municipio de Severiano Melo está sendo contemplado com uma banda filarmônica. A informação é do Presidente da ASERDEC –Associação Severianense Recreativa de Desporto e Cultura, Sr. João Batista de Carvalho, que mobilizou a comunidade e conseguiu junto ao PDS – Programa de Desenvolvimento Solidário, recursos da odem de R$ 75.000,00 para a instalação e manutenção da referida banda.

De acordo com o Presidente da ASERDEC, 3 flautas transversais em dó prateada; 8 clarinetas em sib, corpo em ABS e chaves prateadas; 3 saxofones alto Spectra III em mib dourado; 1 saxofone Tenor Spectra III em sib dourado; 3 trompas em fá laqueadas; 3 trompetes em sib laqueados; 3 trombones de Vara Tenor com 1 rotor laqueado; 1 bombardino (euphonium) em sib, laqueado; 2 bombardões (tuba ¾) em sib laqueados; 1 bombo 30 cm X 22” aro cromado; 1 caixa de guerra 13 cm X 14” aro cromado; 1 surdo médio 30 cm X 14” aro cromado; 1 par de pratos de 14” niquelado, equivalentes a R$ 46.388,00 já foram comprados a uma empresa fabricante de São Paulo que prometeu entregar neste mês de março.

João ainda comenta que o Maestro Aglailson Sousa França foi contratado para reger a orquestra e já se encontra em Severiano Melo, onde começará o trabalho de mobilização dos futuros músicos com aulas de teoria musical para alunos entre 08 e 18 anos de idade. " Vamos nos espelhar no trabalho feito pelo Maestro Bembem Dantas com a orquestra de Cruzeta (foto), onde o mesmo inseriu muitos jovens no campo musical", enfoca João.

Para o Presidente João Batista, esta é uma oportunidade impar na cidade de Severiano Melo, uma vez que este projeto proporcionará desenvolvimento intelectual e moral para muitas crianças e adolescentes do município. “Quando lutamos incessantemente por este projeto, estávamos pensando nos benefícios futuros que o mesmo proporcionará. Imaginar nossos filhos e amigos em uma tocata, é mais do que gratificante”, completa João.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Olimpíada fora do ar: o que mais a Globo esconde?

Inúmeros colegas da imprensa já deram o recado: a audiência dos Jogos Olímpicos de Inverno foi surpreendente. Quem achava que a Record ia entrar numa fria se deu mal.

Por Marco Antonio Araujo, no blog O Provocador

O povo não é bobo. É capaz de ligar seu televisor para conhecer e se encantar com novidades. O brasileiro é curioso e tem bom gosto. Não é o estúpido que alguns barões da mídia acham.

O que me interessa discutir aqui não são as estranhas regras do curling ou do skeleton, mas as entranhas de outro jogo. O de esconde-esconde. Não aquele da infância de todos nós. Mas a brincadeira que a Globo faz com seus telespectadores.

A Velha Senhora detinha os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno há anos. Mas o escondeu de todos nós. Pagou para não exibir. Nem deixar que outros exibissem. Encastelada no Jardim Botânico, decidiu o que uma nação gostaria ou não de acompanhar. Talvez porque nos julgue estúpidos demais.

Mas tão estúpidos que a Globo resolveu simplesmente ignorar os Jogos de Vancouver. Não deram um segundo sequer sobre esse fenômeno que tomou conta das nossas telinhas. Esconderam de novo! Em resposta ao Estadão, que no último dia 19 publicou a pergunta óbvia (por que vocês não falaram dos Jogos de Inverno?), veio a arrogância.

Descreve o jornal: “a emissora alega que não falou sobre o evento porque não viu fato ‘relevante’ (um competidor morreu em uma prova), não possui os direitos de transmissão – que foram da Globo até 2006 e agora são da Record – e porque não possui ninguém de sua equipe lá cobrindo. Opa: e a turma do Sportv?”, conclui a colunista Keila Gimenez.

Traduzindo: em 2006 foram realizados os Jogos de Inverno de Turim, na Itália. Lembra? Não, ninguém pode lembrar, só os executivos mestres globais.

A morte do atleta georgiano, no luge, foi tão irrelevante que a imprensa mundial noticiou. Sobre a turma do Sportv, eles são da Globo, estão lá, dividem a cobertura de inúmeros outros eventos, vivem usando microfone com o logotipo das duas emissoras, mas neste caso… e agências de notícias? Coitada, a Globo não deve assinar nenhuma delas.

Esse esconderijo platinado é bem amplo, nele cabe um montão de coisas. Nesse esconde-esconde, ficamos sem ver as Diretas Já. Esconderam mais de um milhão de pessoas no comício do Anhangabaú. O Lula só apareceu quando virou presidente da República. Aí não dava mais pra esconder.

Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes não tiveram a mesma sorte. Sumiram.

Precisaram morrer para aparecer. Aí já era tarde. Só de uma coisa eu não reclamo. A Glória Maria pode continuar escondida.

A Globo, pensando bem, escondeu o quanto pode a história do Brasil. Quem estudar nosso país pelos arquivos do Jornal Nacional nem vai saber que houve uma ditadura militar.

Por isso, temos que torcer para que a concorrência aumente. Para que não haja líder absoluto, concentração de poder, esconderijos.

Aí, sim, a Velha Senhora vai ter que se esconder. De vergonha.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Íntegra do Discurso em que Dilma é aclamada pré-candidata do PT à Presidência

sábado, 20 de fevereiro de 2010


 *Do Blog Interesse Nacional
 

Queridas companheiras,
Queridos companheiros

Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário.

Meu partido - o Partido dos Trabalhadores - me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro.

A obra de um líder - meu líder - de quem muito me orgulho: Luiz Inácio Lula da Silva.

Jamais pensei que a vida viesse a me reservar tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo - com humildade, serenidade e confiança.

Neste momento, ouço a voz de Minas Gerais, terra de minha infância e de minha juventude. Dessa Minas que me deu o sentimento de que vale a pena lutar pela liberdade e contra a injustiça. Ouço os versos de Drummond:

"Teus ombros suportam o mundo/
E ele não pesa mais do que a mão de uma criança"
Até hoje sinto o peso suave da mão de minha filha, quando nasceu.

Que força ela me deu. Quanta vida me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou.
Eram tempos difíceis.

Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada pelos gaúchos - generosos, solidários, insubmissos, como são os gaúchos.

Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta - Mário Quintana - a força necessária para seguir em frente:

"Todos estes que aí estão/
Atravancando o meu caminho,/
Eles passarão.
Eu passarinho."

Eles passaram e nós hoje voamos livremente.
Voamos porque nascemos para ser livres.

Sem ódio e com serena convicção afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola ou numa prisão.
Estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou consigo mesmo. Onde todos expressam livremente suas opiniões e suas idéias.

Um país que não tolera mais a injustiça social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.

Vejo nesta manhã - nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão - um extraordinário encontro de gerações. De gerações que, como a minha, levaram nosso compromisso com o país às últimas conseqüências.
Amadureci. Amadurecemos todos.

Amadureci na vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande e aqui.

Mas esse amadurecimento não se confunde com conformismo, nem perda de convicções.
Não perdemos a indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país.

Não sucumbimos aos modismos ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas, construir alternativas concretas e realistas.

Continuamos movidos a sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de buscar e construir um mundo melhor.

A história recente mostrou que estávamos certos.
Tivemos um grande mestre - o Presidente Lula. Ele nos ensinou o caminho.

Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil, ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.

Não admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com ela.

Companheiras, Companheiros

Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante - o Presidente Lula.

Do apoio que espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de coalizão.

Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e que deu a nosso Governo o maior respaldo da história de nosso país - a força do povo brasileiro.
A missão que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de partidos.
Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus sindicatos.
Dos movimentos sociais.
Dos que labutam em nossos campos.
Dos profissionais liberais.
Dos intelectuais.
Dos servidores públicos.
Dos empresários comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país.
Dos negros. Dos índios. Dos jovens.
De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de discriminação.
Enfim, das mulheres.

Para muitos, elas são "metade do céu". Mas queremos ser a metade da terra também. Com igualdade de direitos, salários e oportunidades. Quero com vocês - mulheres do meu país - abrir novos espaços na vida nacional.
É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa realidade social exige.
Nessa caminhada encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e hoje fazem três refeições por dia.
Milhões que mostrarão suas carteiras de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.
Milhões de homens e mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de onde nunca mais serão expulsos.
Milhões que nos mostrarão suas casas dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam comprar.

Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde reinava a escuridão ou predominavam os candieiros. E estes milhões de pontos luminosos pelo Brasil a fora serão como uma trilha incandescente que mostra um novo caminho.
Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu uma porta para o futuro.
Milhões - mas muitos milhões mesmo - expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e, sobretudo, respeitado em todo o mundo.
Muitos me perguntam porque o Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir novos caminhos, derrubando velhos dogmas.
O primeiro caminho é o do crescimento com distribuição de renda - o verdadeiro desenvolvimento. Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais rápida e sustentável.

Essa distribuição de renda permitiu construir um grande mercado de bens de consumo popular. Ele nos protegeu dos efeitos da crise mundial.
Criamos 12 milhões de empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos construindo um Brasil para todos.
O segundo caminho foi o do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade externa.
Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.
Aumentamos nossas reservas de 38 bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou diversificar mercados.

Deixamos de ser devedores internacionais e passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI. É o Fundo que nos pede dinheiro.
Grande ironia: os mesmos 14 bilhões de dólares que antes o FMI nos emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.
O terceiro caminho foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.

Governantes e setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente condenadas ao atraso.
A vastos setores da população não restavam outras alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de oportunidades. É o que explica o inchaço das grandes cidades.
Essa situação está mudando. O Governo Federal começou um processo consistente de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser sensivelmente superior ao do Brasil como um todo.

Nós vamos aprofundar esse caminho. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da "Maria Fumaça". O Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance.
O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da reorganização do Estado.
Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso.
Aqui, o desastre só não foi maior - como em outros países - porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de FURNAS.
Alguns falam todos os dias de "inchaço da máquina estatal". Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização.

Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos.
Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público. Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e induzir o desenvolvimento do país.
Diante da crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o desenvolvimento e a garantia de emprego no País.

Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula disse em seu discurso na ONU em 2008:
É chegada a hora da política!
Nada mais apropriado. A maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas preocupações.

O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no mundo.
O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e sem submissão, o país hoje defende seus interesses e se dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África. Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a democratização econômica e política do mundo.
Essa presença global, e o corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático, explicam o respeito internacional que hoje gozamos.

O sexto caminho para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento democrático.
No passado, tivemos momentos de grande crescimento econômico. Mas faltou democracia. E como faltou!
Em outros momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é a democracia como um todo que está ameaçada. O país fica à mercê das soluções de força ou de aventureiros.
Hoje crescemos, distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, expansão da democracia, forte participação social na definição das políticas públicas e respeito aos Direitos Humanos.

Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras.
Como disse o Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. Nela, vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e senhores tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a constituir uma nova e verdadeira opinião pública.

As instituições funcionam no país. Os poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em função de suas filiações partidárias.
Não praticamos casuísmos. Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro mandato. Não mudamos - como se fez no passado - as regras do jogo no meio da partida.
Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce sobre o qual construir o terceiro Governo Democrático e Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente.

Queridas companheiras, queridos companheiros.
Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de Governo.
Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.
Hoje quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete anos.

Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula - seu olhar social. Queremos um Brasil para todos. Nos aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.
Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos seguimento à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação.

Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.
No Brasil temos hoje 50 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da população brasileira. E eles têm direito a um futuro melhor.
O Brasil precisa muito da juventude. De profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.

Isto se faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores bem treinados e bem remunerados. Com bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda para entrar no mercado de trabalho de todo o Brasil.
Serão esses jovens bem formados e preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento
Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.
As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos pelo Estado, desde a infância até a vida adulta, para que possam se realizar, em sua plenitude, como brasileiros.

Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.
Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de creche onde a criança tem acesso a socialização pedagógica, aos bens culturais e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis a seu pleno desenvolvimento. Isso é o que está previsto no PAC 2.

Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional - o SUS. Com mais recursos e melhor gestão vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, ao SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família, Brasil Sorridente e Farmácia Popular.
Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas.

Vamos melhorar a habitação e universalizar o saneamento. Implantar transporte seguro, barato e eficiente.
Vamos reforçar os programas de segurança pública.
A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso.

Vamos fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a fio d'água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não acordo internacional. Este é o nosso compromisso.
Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.
Agregar valor a nossas riquezas naturais, é fundamental numa política de geração de empregos no País. Tudo que puder ser produzido no Brasil, deve ser - e será - produzido no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a exploração soberana do Pré-sal, vão gerar emprego e renda para os brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.

Os recursos do Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a nossa cultura.
Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial brasileiro.
Todas as nossas ações de governo têm uma premissa: a preservação da estabilidade macro-econômica.
Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante.
Vamos seguir dando transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de controle.
Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos institucionais, como fizemos até agora.
Vamos concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a tributária.
Vamos aprofundar nossa postura soberana no complexo mundo de hoje. Seremos intransigentes na defesa da paz mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.
Enfim, vamos governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades sociais e regionais.
Companheiras e companheiros,
Faremos na nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.
Recebo essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida nacional.

Queridas amigas e amigos

No limiar de uma nova etapa de minha vida, quando sou chamada à tamanha responsabilidade, penso em todos aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.
Em meus queridos pais.
Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou neta.
Nos tantos amigos que fiz.
Nos companheiros com quem dividi minha vida.
Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história.

Mais que isso: eles são parte da história do Brasil.
Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.
Carlos Alberto Soares de Freitas.
Beto, você ia adorar estar aqui conosco.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos
Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.
Iara Yavelberg.
Iara, que falta fazem guerreiras como você.
O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.
A mesma força que vem de meus companheiros de partido, sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro - Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação que transcende seu aspecto eleitoral.
Estamos hoje concluindo o Quarto Congresso do Partido dos Trabalhadores.
Mais do que isso: estamos celebrando os Trinta Anos do PT.
Trinta anos desta nova estrela que veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.
Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil.
O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.
Mas não mudou de lado.
Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu cidades e estados da Federação, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando e fortalecendo a democracia.
Mas, a principal inovação que o Partido trouxe para a política brasileira foi colocar o povo - seus interesses, aspirações e esperanças - no centro de suas ações.
Olhando para este magnífico plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo brasileiro.
Esta é a cara do meu partido.
O rosto daqueles e daquelas que acrescentam a sua jornada de trabalho, uma segunda jornada - ou terceira - a jornada da militância.
Quero dizer a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo partido de vocês. De compartilhar com Lula essa militância.
Estou aceitando a honrosa missão que vocês me delegam com tranqüilidade e determinação.
Sei que não estou sozinha.
A tarefa de continuar mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.
Vamos todos juntos, até a vitória.
Viva o povo brasileiro!